Francisco Negroni/EFE
Francisco Negroni/EFE

Após erupção, situação é calma para turistas no Chile

Governo divulga passeios turísticos suspensos e 3 mil pessoas são retiradas da área, mas vulcão já reduziu a atividade. Estradas e aeroportos operam normalmente

Felipe Mortara e Paulina Chamorro, O Estado de S. Paulo e Rádio Estadão

03 Março 2015 | 12h57

Atualizada em 04/03, à 1h31

O governo do Chile divulgou a lista de atrativos turísticos fechados à visitação turística em consequência da erupção do Vulcão Villarrica, 760 quilômetros ao sul de Santiago, ocorrida na madrugada de terça-feira.

Um raio de 10 quilômetros ao redor da cratera continua em situação de alerta vermelho, o nível máximo. Na região de Araucanía estão fechados o Parque Nacional Villarrica e seu centro de esqui; as trilhas de Challupen-Chinay e do Rio Turbio; e os atrativos mapuches como a Feira Ruca-Pillán.

Na região de Los Ríos estão fechadas as Termas de Vergara, Geométricas e do Rincón.

Turistas devem acessar a página www.onemi.cl e o perfil no Twitter @onemichile para obter informações atualizadas.

Cerca de 3 mil pessoas, entre elas muitos turistas, foram evacuadas durante toda a terça da área do Vulcão Villarrica, no sul do Chile, que entrou em erupção durante a madrugada. O governo do país ampliou a abrangência do alerta vermelho, o mais intenso, para um raio de 10 quilômetros a partir da cratera. 

Apesar do alerta, a atividade do vulcão foi reduzida. Contudo, todas as atividades de turismo na região estão suspensas e a ordem é retirar as pessoas da área. Apesar da intensidade do fenômeno, comum para os moradores, mas que espanta turistas estrangeiros, o clima local é de tranquilidade. Na manhã desta terça-feira, a presidente do Chile, Michele Bachelet, sobrevoou o vulcão ao chegar a Pucón, vinda de Santiago, a 785 quilômetros. Os aeroportos da região operam sem restrições.

Dias antes da erupção, as autoridades já haviam elevado o alerta de amarelo para laranja e feito um trabalho de aviso e instrução em hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos turísticos e comerciais. As estradas foram fechadas durante a madrugada, para evitar acidentes pela possibilidade de o derretimento da neve provocado pela lava encher rios, arrastar pontes e alagar estradas. As rodovias já estão desobstruídos em direção a Temuco e Valdívia, as maiores cidades da região.

A Rádio Estadão conseguiu contato com a consultora brasileira Larisha Bresolin, que está na reserva de Huilo Huilo, a cerca de uma hora do vulcão. Ela conta que apesar da surpresa e tensão na madrugada, o clima agora é de tranquilidade. “Está tudo bem, tudo tranquilo. É para as pessoas não se assustarem, às vezes a gente vê muito filme por aí. Mas na escala das erupções, foi muito tranquila. Dizem que as explosões podem chegar a atingir um raio de 40 quilômetros e aqui foi de 3 quilômetros”, conta.

"A gente recebeu o aviso aqui na reserva ecológica e acordamos, nos encontramos e tomamos as medidas preventivas. O importante nesse momento é acalmar as pessoas e dizer que lá em Pucón eles têm todo um plano de contenção e evacuação”, explicou. Ela conta que tem amigos que estão mais próximos ao vulcão, mas que o clima é de calma. "Quem está em Pucón está bem, as pessoas estão orientadas e tranquilas. Os estrangeiros não têm costume de conviver em lugares com vulcões ativos", relata Larisha. "É importante dizer que isso já aconteceu uma vez em Pucón. Os alertas amarelo e laranja já estão acontecendo há mais de um mês. As pessoas foram capacitadas. Passaram por todos os lugares turísticos e conversaram com as pessoas caso chegasse esse momento, que chegou."

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