Divulgação
Divulgação

Apple Watch para viajantes: vale a pena?

Um teste pelos pontos turísticos, hotéis e restaurantes de Manhattan para testar o quanto o novo gadget da Apple pode ajudar viajantes   

Stephanie Rosenbloom, The New York Times

20 Maio 2015 | 19h48

Será que o Apple Watch, o novo gadget da empresa criada por Steve Jobs, pode se tornar tão fundamental para viagens como passaporte e escova de dentes? A internet está recheada de análises tecnológicas, mas nenhuma para viajantes. Por isso, coloquei um reluzente modelo no pulso e segui para Manhattan, testando aplicativos e visitando hotéis, pontos turísticos e restaurantes para descobrir quão útil o aparelho pode ser para guerreiros da estrada. 

Frequentemente, fui seduzida. Quando ergui meu pulso e disse: “Siri, há algum banheiro público nas imediações?”, uma educada nota apareceu: “Não vejo nenhum. Me desculpe”. Quando pedi um Egg McMuffin no McDonald’s, não toquei na carteira. Em vez disso, paguei instantaneamente clicando duas vezes com o botão lateral do Apple Watch (o que trouxe à tela a imagem do meu cartão de crédito) e aproximando-o ao leitor da caixa registradora. 

Ocasionalmente, fiquei confusa. Como quando tentei usar o aplicativo de caronas Uber, que parecia congelado - até que, de repente, não estava mais. Me vi pedindo carro atrás de carro, em uma cena semelhante a Charles Chaplin na fábrica de Tempos Modernos. (Batendo na tela freneticamente, consegui cancelar todos os veículos). 

Com o Apple Watch, os viajantes podem perder o medo de esquecer seu iPhone ao apoiá-lo em qualquer lugar. O iPhone descansa no bolso enquanto o relógio avisa quando chega uma mensagem de texto, ou exibe um alerta assim que você paga o museu com o cartão de crédito. É uma coisa a menos para segurar (e derrubar) quando se está carregado de bagagens, tentando encontrar a confirmação do hotel. 

Configurar o relógio (que deve chegar ao Brasil em julho) é fácil se você está familiarizado com os produtos Apple. Levei cerca de 6 minutos para colocá-lo a postos e ainda menos tempo para baixar aplicativos de viagem no iPhone, além do Apple Pay (a tecnologia de pagamento que usei no Mc Donald’s), pareados no relógio via Bluetooth. 

Atenciosa. Em geral, o iPhone (a partir do modelo 5) precisa estar a uma distância máxima de 9 metros para o relógio funcionar completamente. Além disso, para completar algumas tarefas (na maioria das vezes, responder a perguntas típicas que você faz a um buscador na internet), é preciso transferi-las para o iPhone, num processo chamado de handoff. 

Por exemplo, quando pergunte à Siri quando o Museu de Arte Moderna abriria, ela encontrou a resposta, mas precisei pegar o iPhone onde, deslizando o dedo na tela principal, pude ler os horários do museu. Não é o ideal. Por outro lado, é possível usar o relógio para diversas tarefas sem tocar no iPhone. Como ditar mensagens de texto, atender telefonemas, ver e-mails e alertas do calendário, pagar o jantar e, eventualmente, até abrir a porta do seu quarto de hotel.

Entre todas as ferramentas do Apple Watch, Siri, a assistente virtual do iPhone, é a mais útil delas. Você se dá conta disso quando ditar algo se torna natural. “Siri, quero escrever um texto”, disse eu. Uma mensagem surgiu: “O que você gostaria de escrever?”. “Acabei de aterrissar; chego às 9”, completei, sem precisar digitar enquanto caminhava pelo aeroporto.

Siri foi particularmente inspiradora numa noite, quando pedi a ela para encontrar pizzarias perto de Times Square. Deu uma lista antes que eu pudesse pensar. Não que seja perfeita. Aqui e ali ela me ignorou. Foi mais atenciosa quando falei em tom mais lento. 

Aplicativos para encontrar restaurantes e atrações, como AroundMe e Yelp, rodaram bem, apesar de a Siri ser mais eficaz em descobrir o que eu queria. Outros apps de viagem, como TripIt, TripAdvisor e OpenTable também funcionaram, embora as versões sejam mais básicas dada a tela menor. Muitas vezes, porém, o aplicativo Maps não achou endereços. 

Enfim, o Apple Watch é divertido, e os viajantes podem familiarizar-se com ele na prática. É essencial? Não. Eu quero um? Sim. Porque eu gosto de ler e-mail, escrever mensagens de texto, pagar as coisas, e encontrar tudo no meu pulso em vez de ter meu smartphone à mão em todos os momentos. 

Mais conteúdo sobre:
Apple Watch

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.