Areia Vermelha vive no ritmo da maré

Por volta das 14 horas, águas sobem e a ilhota fica submersa

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2010 | 02h04

Areia Vermelha pode até parecer uma ilha. Ou uma praia. Mas não é uma coisa nem outra, o que você perceberá claramente ao ver a maré subir e o chão que estava sob seus pés desaparecer sob as águas.

 

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Por causa da maré, a visita a este banco de areia na costa de Cabedelo precisa começar cedo, por volta das 9 horas. O catamarã sai de Camboinha e, 15 minutos depois, deixa os turistas na ilhota cercada de mar verde-esmeralda.

De um lado, uma barreira de corais isola o lugar da correnteza do mar aberto e das ondas mais fortes. Na outra direção, a 1,5 quilômetro de distância, fica a Praia do Poço. A extensa orla de João Pessoa também pode ser vista ao longe. Piscinas naturais bem rasas (nunca ultrapassam 1 metro de altura), de água quentinha e transparente, fazem a alegria dos frequentadores. Só é proibido tomar banho perto dos corais, que são protegidos por lei ambiental e por seguranças atentos.

Uma caminhada é suficiente para ver toda a área do banco de areia. Em seguida, a pedida é escolher uma mesa e se instalar confortavelmente - o mobiliário é transportado até Areia Vermelha todos os dias.

As barracas cobram consumação mínima de R$ 35 e têm, no cardápio, opções de porções e pratos típicos da região, como lagosta na brasa e camarão. A alternativa econômica é evitar as mesas e optar pelos quitutes vendidos por ambulantes, como o picolé de frutas e leite condensado chamado de "pedacinho do céu", por sua cor azul. Custa R$ 2.

CONGESTIONAMENTO

Por volta de 14 horas a maré começa a subir e a área exposta do banco de areia diminui rapidamente de tamanho. Daí até ficar completamente submerso são necessários não mais que alguns poucos minutos. Meia hora depois, no máximo, não há mais nenhum sinal de Areia Vermelha na paisagem.

Essa dinâmica da maré provoca até mesmo um curioso congestionamento de barcos que seguem em direção à costa, já que não há mais como ficar no local após a invasão das águas. Por isso, é válido redobrar a atenção: se perder o barco, você terá de reunir fôlego para retornar nadando.

Viagem a convite da Secretaria de Turismo de João Pessoa e Verdegreen

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