Jair Rattner/Divulgação
Jair Rattner/Divulgação

Arquipélago em bom e claro crioulo

As praias de areia branca e fina e o clima sempre quente – a temperatura média é de 27 graus – são pontos em comum nos litorais das dez ilhas que formam Cabo Verde, país insular localizado no Oceano Atlântico, pelas proximidades da costa da África. As cidadelas que faziam parte da rota comercial entre o Brasil e a Europa, lá na época das grandes navegações portuguesas, hoje se abrem como cenários preservados, cheias de histórias. A natureza foi generosa em todo o arquipélago, que também fascina pela arquitetura misturada, além da recepção calorosa, quase em bom português.

07 Maio 2012 | 19h21

 

Apesar de a língua ser a oficial do país, a comunicação se dá essencialmente em crioulo. Há semelhanças, mas um turista brasileiro dificilmente compreenderá seus termos. Nada que atrapalhe a visita, já que o cabo-verdiano é hospitaleiro por essência.

 

A antiga capital do arquipélago, hoje chamada de Cidade Velha, é indicada para começar a se ambientar (informações no guiadecaboverde.cv). Localizada na Ilha de Santiago, tem menos de 3 mil habitantes e o status de Patrimônio da Humanidade concedido pela Unesco. Caminhando pelas ruas centenárias, em estilo ora africano, ora europeu, onde as casas começam a ser reconstruídas, ainda é possível imaginar como era a rotina na época das navegações.

 

Caminhadas se tornam inevitáveis na Ilha do Fogo, onde a atração é ver cada detalhe da cidadezinha Chã das Caldeiras, construída dentro da cratera do vulcão que domina quase todo o território – ainda ativo, a última erupção foi em 1995. Trajetos não tão puxados estão na Ilha de Santo Antão, onde só se chega de barco. Trilhas a pé ou de bicicleta mostram, além da vegetação local, mesclada a lavouras de feijão e milho, casas com o típico telhado feito de palha espalhadas pela área. / BRUNA TIUSSU

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