Roberto Castro/MTur
Roberto Castro/MTur

Arraiais

Ipem e Maria Aragão são os polos mais tradicionais na capital

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 03h30

As apresentações de bumba meu boi são caprichosas no nível de uma escola de samba do Rio de Janeiro (mas em versão bastante reduzida, é claro). A diferença é que a manifestação cultural de São Luís não envolve qualquer tipo de competição, apenas dedicação por amor à tradição. Fiquei surpreso com a qualidade dos materiais apresentados pelo Boi de Santa Fé durante o arraial da Praça Maria Aragão. 

Ponto turístico tradicional à beira-mar, próximo ao centro histórico, a praça é um dos quatro polos do circuito junino oficial da cidade. Além da Maria Aragão, o do Ipem é o mais famoso; há ainda o da Praça Nauro Machado e Vila Palmeira. Não é preciso pagar para entrar em nenhum deles. 

Desembarquei ali no meu primeiro dia na cidade. Ver todas aquelas pessoas, de crianças a idosos, se apresentando com trajes coloridos e adereços brilhosos, sendo aplaudidos calorosamente, me fez refletir sobre a riqueza cultural do Brasil – e como conhecemos tão pouco dela. 

O arraial na Maria Aragão tem um apelo mais popular. Ali aprendi que aquilo que chamamos em São Paulo de canjica em São Luís é mingau de milho – e consegue ser muito mais saborosa do que a nossa versão, mesmo sem leite condensado. 

Já o espaço do Ipem é maior, localizado em bairro nobre e com uma grande parte dedicada para a diversão das crianças. O bairro é repleto de bons restaurantes, mas ali há uma área gourmet com barraquinhas bem variadas. É possível provar delícias como o tacacá – caldo típico da Região Norte feito com tucupi, jambu, goma de tapioca e camarão seco – e combinações criativas como o geladinho de Oreo. 

Não deixe de provar

O bolo de tapioca acompanhado de um cafezinho e as tortas de camarão e caranguejo. Os quitutes custam entre R$ 3 e R$ 10.

 

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