Arriscado encanto de uma erupção recente

Saint Helens voltou à ativa na década de 1980. Conheça também os recordes do Monte Rainier

Nívea Terumi, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2009 | 01h52

As lembranças ganham contornos de história à medida que o Monte Saint Helens adquire popularidade. Desde a década de 1980, quando o vulcão acordou de um período de dormência de mais de um século, o interesse dos turistas pela beleza do lugar - e pelo perigo iminente, já que o Saint Helens continua em atividade - só aumenta.

 

PERIGO IMINENTE - Depois do sono de mais de um século, montanha está em plena atividade

Localizado a cerca de 200 quilômetros de Seattle, no Estado de Washington, o vulcão está dentro do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, assim como outras montanhas famosas, como o Mauna Loa e o Kilauea, no Havaí, e o Fuji, no Japão.  

 

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Quando sua face norte entrou em colapso, muitos haviam ignorado os sinais claros de que alguma coisa estava prestes a ocorrer. Sucessivos terremotos de pequena escala preparavam a bomba-relógio que seria finalmente acionada dias depois, devastando tudo o que se encontrava em uma área de 600 quilômetros quadrados ao seu redor.

Parte das florestas exterminadas pela explosão foi recuperada pelo governo e pela iniciativa privada nos últimos anos. Atualmente, é possível conhecer as belezas da cadeia de montanhas congeladas em passeios e trilhas que levam a pontos mais próximos do local da explosão e do Spirit Lake, um imenso lago que foi praticamente soterrado por ela.

EM DETALHE

Comece pelo centro de visitantes Silver Lake, na saída 49 da Interstate 5 para a State Route 504. Porta de entrada do Mount Saint Helens National Volcanic Monument, o lugar oferece sessões de cinema com documentário sobre a história da montanha e detalhes da explosão.

Há também um museu interativo, além de palestras com voluntários que frequentavam o parque na época da erupção. Uma trilha de pouco mais de um quilômetro margeia o lago prateado e oferece uma prévia do que se verá a seguir.

Munido das informações básicas, é hora de pegar a estrada até o ponto mais próximo da cratera do Parque Saint Helens. O Johnston Ridge Observatory está distante apenas oito quilômetros da boca do vulcão e proporciona uma das visões mais completas da caldeira. Uma experiência e tanto.

DESCONHECIDO

A cerca de 3 horas de carro do Saint Helens, o Parque Nacional Monte Rainier coleciona recordes. O vulcão que batiza o parque é o mais alto dos EUA, com 4.400 metros, além de ter o quinto pico com maior altitude do país. E, de todos os locais no mundo onde são feitas medições de precipitação de neve, também leva o primeiro lugar. Embora pouco comentado, o parque tem peso turístico: recebe 2 milhões de visitantes por ano.

No Paradise Jackson Visitors Center, novo em folha, começa a trilha-símbolo da reserva natural. O caminho leva ao ponto onde mais neva em todo o parque e no mundo, considerados apenas os lugares no planeta com medição regular. São 145 quilômetros e pelo menos dez dias de caminhada sob frio e neve para chegar ao local mais alto do percurso.

Mesmo quem não está preparado para encarar tamanha aventura encontra boas opções. A infraestrutura do centro de visitantes é impecável. No hall, aquecido e com amplas janelas com vista para a montanha, é possível tomar um chocolate quente sentado em confortáveis poltronas de couro.

Há salas de projeção que exibem documentários sobre o parque. Na loja do mezanino estão à venda ótimas opções de roupas para enfrentar o frio rigoroso, como jaqueta e acessórios para neve. Só não vale ficar estressado com a superlotação, inevitável principalmente durante os fins de semana. Para não perder tempo com o disputado estacionamento, deixe o carro em Longmire ou em Cougar Rock e pegue o ônibus fretado gratuito. NÍVEA TERUMI

linkMount St. Helens Visitor Center at Silver Lake: 3029 Spirit Lake Highway; (00-1-360) 274-0962. Entrada: US$ 3, para adulto, e US$ 8, em família

linkJohnston Ridge Observatory: 24000 Spirit Lake Highway; (00-1-360) 274-2140; US$ 8

 

NA INTERNET

linkOs sites http://www.fs.fed.us/ e http://www.nps.gov/ reúnem tudo o que você precisa saber sobre os parques americanos

 

linkO vulcão do Saint Helens ainda está ativo. Confira em tempo real: http://www.fs.fed.us/gpnf/volcanocams/msh/

 

linkNa página do Monte Rainier (www.nps.gov/MORA/planyourvisit/weather.htm), veja se as fortes nevascas vão atrapalhar o esqui e snowboard

 

ANTES DE IR

PASSAGEM AÉREA

linkYellowstone: Para visitá-lo, é possível desembarcar em cinco aeroportos. O mais próximo é o de Billings, em Montana. São Paulo– Billings–São Paulo: a partir de R$ 2.489 na Delta (0800-881-2121) e de R$ 2.649 na United (0800-16- 2323). Voos com conexão

 

linkCrater Lake: o aeroporto mais próximo do parque é o de Klamath Falls, no Oregon. São Paulo– Klamath Falls–São Paulo: desde R$ 2.691 pela United. Voos com conexão

 

linkMonte Rainier e Saint Helens: o ponto de desembarque mais próximo de ambos os parques é Seattle, no Estado de Washington. São Paulo–Seattle–São Paulo: desde R$ 2.008 na American Airlines (4502-4000), R$ 2.035 na Continental (0800-891-2889) e R$ 2.777 na United. Com conexão

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