Arte contemporânea ganha espaços exclusivos na histórica Roma

Inauguração do MAXXI, projetado pela premiada arquiteta iraquiana Zaha Hadid, foi o destaque da semana na cidade

O Estado de S.Paulo

01 Junho 2010 | 01h51

Foram necessários 11 anos de árduo trabalho da arquiteta iraquiana Zaha Hadid, o apoio de 6 ministros da cultura italianos e 150 milhões para que o grandioso Museu Nacional das Artes do Século 21, o MAXXI, fosse erguido. "A cada eleição eu conhecia o novo ministro com o coração quase parando", lembrou Zaha, na semana passada, quando finalmente o museu dedicado essencialmente à arte contemporânea foi inaugurado.

Construído no local onde ficava um antigo quartel do Exército, o complexo contrasta com a área residencial ao redor. É dividido entre MAXXI Arte e MAXXI Arquitetura, além de ter espaços para performances. O acervo conta com cerca de 300 obras de artistas como Alighiero Boetti, Anish Kapoor, Anselm Kiefer e Andy Warhol, bem como projetos de arquitetos do século 20.

Enfeitando a entrada está o esqueleto humano de 24 metros de comprimento feito pelo artista italiano Gino De Dominicis - a quem o museu dedica uma retrospectiva - um pouco antes de ele morrer. No interior, escadas e colunas contorcidas criam múltiplas camadas, corredores e pequenas salas entre as galerias. A iluminação é privilegiada: raios solares invadem os ambientes pelas janelas e pelo teto de vidro.

Depois de três dias de festa, o museu abriu ao público no domingo, com quatro exibições. Apesar da resistência de tradicionalistas, que não costumam apoiar iniciativas modernas na cidade antiga, estima-se que 400 mil pessoas visitarão o espaço em seu primeiro ano. Mais: www.maxxi.beniculturali.it.

Outro pós-modernismo. Mais em conta ( 20 milhões) foi a ampliação do Museu de Arte Contemporânea de Roma, o Macro. Projetado pela arquiteta francesa Decq, ganhou atrações na sala principal, como uma obra de Jannis Kounellis, um dos pilares da chamada Arte Povera, e uma enorme pintura do pai do pop italiano, Mario Schifano. Site: www.macro.roma.museum. / COM REUTERS E AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.