Albertina Museum
Albertina Museum

Novo museu em Viena para arte contemporânea

Visita ao Albertina, museu de Viena, pode ser combinada, a partir de 13 de março, com um novo espaço. Dedicada a produções artísticas mais recentes, instituição mostra a arte da Áustria no século 20

Nathalia Molina, especial para o Estado

21 de fevereiro de 2020 | 18h00

Se a primeira impressão é a que fica, guardo uma ótima lembrança do Albertina Museum. Quando conheci o museu em Viena, em 2011, vi a exposição Monet to Picasso, depois incluída entre as permanentes da instituição. Fui recebida pelas ninfeias do pintor francês, esparramadas pela escadaria da imponente construção centenária que já abrigou arquiduques da dinastia dos Habsburgo. Foi amor de cara.

E o que era bom vai ficar ainda melhor. Em 13 de março, o museu inaugura o Albertina Modern, dedicado à arte contemporânea. A instituição reúne um acervo de 60 mil obras contemporâneas. Elas poderão ser apreciadas em diferentes exposições, como The Beginning. Art in Austria, 1945 to 1980. A exibição de estreia do Modern recebe os visitantes com telas como Women Power, de Maria Lassnig, pintora conhecida por seus autorretratos e telas com o corpo feminino.

Assim como Maria, Birgit Jürgenssen tem trabalhos seus no Museu de Arte Moderna (Moma) de Nova York. Feminista, ela pintou, fotografou e esculpiu. Na exposição sobre a arte austríaca no século 20, que abre o Albertina Modern, os traços de Birgit podem ser vistos na tela Man on a Bench (Homem em um Banco).

Museu perto da Ringstrasse

O novo espaço, a 10 minutos de caminhada do primeiro, será instalado na Küstlerhaus, edifício que vem sendo reformado desde julho de 2016. Localizada na Karlsplatz, ponto central na capital da Áustria, a construção foi erguida em 1868, sendo uma das primeiras na Ringstrasse. A via circular, cujo traçado passa sobre o desenho da antiga muralha medieval da cidade, faz parte do centro histórico de Viena, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 2001.

Quando estiverem à venda os ingressos para o novo espaço do Albertina (diariamente, 10h/18h; albertina.at), você poderá escolher visitar apenas uma das instituições – atualmente, o bilhete do Albertina custa 16,90 euros; grátis para quem tem até 19 anos – ou comprar o combo, com entrada garantida para as duas.

  Para quem gosta de pintura, escultura e arquitetura, o Albertina Museum é um ótimo programa cultural em Viena. Se você, como eu, for fã de impressionismo, expressionismo, fauvismo e outra vertentes da arte moderna – do fim do século 19 à metade do 20 –, a coleção permanente tem nomes como Chagall, Degas, Munch, Cézanne, Modigliani. O museu também é um boa pedida para quem aprecia fotografia (são 100 mil imagens) e arquitetura (40 mil, entre projetos e maquetes).

Gustav Klimt e seu dourado O Beijo

Ver a primeira exposição do Albertina Modern é a chance de conhecer a arte austríaca para além do seu pintor mais famoso, Gustav Klimt. Sua obra-prima, O Beijo, está entre as 24 pinturas do artista expostas em Viena, no Belvedere (diariamente, das 10h às 18h; belvedere.at). Mas, para conhecer a arte austríaca de modo mais amplo, o museu tem quatro galerias temáticas, separadas de acordo com a cronologia e a história do país, expostas nesse antigo palácio em estilo barroco (entrada a 16 euros; também grátis para quem tem até 19 anos).

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