Karla Spotorno/Estadão
Karla Spotorno/Estadão

Arte nos museus e nas ruas

Obras clássicas e contemporâneas têm espaço na Art Gallery e no ROM e há tours grátis para ver os grafites mais famosos

Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 04h50

Art Gallery of Ontario (AGO)

No coração de Toronto – a 12 minutos a pé da prefeitura e do letreiro gigante com o nome da cidade –, a galeria pode levar um dia inteiro para ser visitada. São cinco andares, mais de 95 mil peças e uma coleção que inclui clássicos como Auguste Rodin a nomes da arte contemporânea como Pierre Huyghe, passando por obras de artistas canadenses indígenas, chamados no país dos povos das Primeiras Nações.

Como se tudo isso não fosse suficiente, o edifício já é uma obra de arte. Especialmente a expansão do prédio, feita pelo arquiteto Frank Gehry (o mesmo do museu Guggenheim de Bilbao), é de uma beleza e luminosidade incríveis.

Desde o fim de maio, a AGO abriga de forma permanente a instalação Infinity Mirrored Room – Let’s Survive Forever da artista Yayoi Kusama. A obra, que consiste em uma sala cheia de espelhos e das tradicionais esferas da artista japonesa, atraiu milhares de visitantes na primavera de 2018, que formavam filas e filas para admirá-la por apenas um minuto. O sucesso estrondoso levou a AGO a organizar uma vaquinha online para angariar recursos e tornar a obra permanente. Deu certo. Cerca de 4.700 pessoas doaram entre 1 e 25 mil dólares cada, e a obra de Kusama tornou-se a primeira adquirida por um museu canadense por crowdfunding

A sala tem uma coluna vazada e espelhada no centro que convida o visitante a espreitar lá dentro. O difícil é entender o que é real e o que é reflexo dentro desse espaço imersivo e que instiga a reflexão sobre o momento narcisista, registrado em selfies, da atualidade. Mais difícil ainda é admirar as imagens infinitas que o jogo de espelhos cria em um minuto. Cada grupo de visitantes pode ficar apenas 60 segundos lá dentro. 

Desde maio, quem tem até 25 anos não paga para entrar na AGO. Acima dessa idade, são 25 dólares canadenses (R$ 69) por uma visita ou 35 dólares canadenses (R$ 97) pelo passe anual.

Graffiti Alley

Entre as ruas Queen e Richmond, o Graffiti Alley é uma espécie de Beco do Batman canadense. Para conhecer bem a região e entender o mundo do grafite, uma visita guiada faz diferença. A Tour Guys é uma agência de turismo que faz roteiros a pé pela cidade – como diz o fundador e guia Jason Kucherawy, a proposta é caminhar e conversar (walking with talking). O tour é grátis e pode ser reservado pelo site tourguys.ca mas é esperado que o turista ofereça uma gorjeta (em média, 10 dólares canadenses ou R$ 28). Pela aula e o entusiasmo de Jason, um antropólogo, pesquisador do grafite e estudioso de artes e pintura, vale mais do que isso.

Royal Ontario Museum

A fachada em si, em formato de cristal, já é uma obra de arte, criada pelo arquiteto Daniel Libeskind, do One World Trade Center. O ROM está entre as dez maiores instituições de arte da América do Norte e abriga 13 milhões de peças. Entre as exposições estão obras de arte, espécimes de história natural e objetos culturais. Os ingressos custam 23 dólares canadenses (R$ 64). Na noite da terceira segunda-feira do mês, a entrada é gratuita.

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