Artes plásticas, história natural e até sapatos nos museus

Royal Ontário montou alas especiais para saciar curiosidade das crianças

Monica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2009 | 02h27

Divulgação ESCOLA DE MUTANTES - Casa Lorna serviu de locação para trilogia  

 

Recentemente remodelado, o quase centenário Museu Real de Ontário virou referência arquitetônica na cidade. A fachada clássica do prédio erguido em 1914 para abrigar o acervo da Universidade de Toronto ganhou uma estrutura irregular de metal e vidro, batizada de ala Cristal. Um projeto que acumula tanto admiradores quanto detratores ferrenhos.

Dentro do museu, no entanto, todos concordam com a qualidade das coleções de arte, ciências naturais e arqueologia. Como há muito para ver, o melhor é conferir antes o site da instituição e selecionar as galerias que deseja visitar. Os esqueletos de dinossauros e os artefatos da China imperial fazem sucesso.

Não deixe de levar as crianças. Há alas de história natural dedicadas aos pequenos, túneis, minifloresta e tanques de areia com ferramentas de arqueologia. Deixe seus filhos com os monitores e admire as joias da mostra A Natureza dos Diamantes, até 22 de março.

SAPATOS

Pode parecer programa de mulherzinha, mas até as botas dos índios guerreiros nativos da América do Norte têm sua história narrada no The Bata Shoe Museum. Sim, é um museu de sapatos. Mas está longe de ser um templo do salto alto.

Interessante perceber como é antiga a relação de homens e mulheres com os artefatos que lhes protegem os pés. Os já citados índios se davam ao trabalho de bordar suas botas com centenas, até milhares de miçangas. Sabe as sandálias rasteiras com tira larga e argola no dedão? Os africanos criaram o modelito no século 19. Chinesas, com seu hábito de amarrar os dedos para diminuir o tamanho dos pés, sinal de nobreza, usavam sapatilhas que hoje só cabem em crianças de 4 anos.

Os sapatos de celebridades reúnem pequenas multidões: botas roxas de John Lennon, scarpins vermelhos de Marilyn Monroe, botas prateadas de Elton John, plataformas da Spice Girl Geri Halliwell...

'X-MEN'

O olhar sério e a fala pausada do professor careca sentado numa cadeira de rodas mantêm calado o grupo de adolescentes. Na garagem, outro aluno, atormentado pelo desamor da namorada, vai buscar a moto para sair pela cidade. As situações e os personagens Professor Xavier e Ciclope pertencem à ficção: fazem parte da trilogia X-Men. Mas os ambientes existem e ficam em Toronto.

A Casa Loma, castelo sem nenhuma pretensão histórica, começou a ser construída em 1911 por ordem do milionário Henry Pellat (1859-1939). Pellat ganhava a vida usando a força das Cataratas de Niagara para produzir eletricidade. Sua casa de conto de fadas levou três anos para ficar pronta. Hoje, pertence à prefeitura de Toronto.

Nos filmes dos mutantes, várias cenas da Escola Para Jovens Superdotados foram gravadas em seus salões e jardins, e a casa aparece também em produções como O Pacificador, Três Solteirões e Um Bebê e Chicago.

Fontes e canteiros cercam a fachada de estilo medieval. Dentro, a estufa chama a atenção no térreo, com paredes de mármore e cúpula de vitrais. O segundo andar é o dos quartos. Procure o mais luxuoso, com uma enorme pia de ferro e chuveiro duplo. Este pertencia ao próprio Henry Pellat.

Royal Ontario: www.rom.on.ca; por 22 dólares canandenses (cerca de R$ 40)

The Bata Shoe: www.batashoemuseum.ca; por 12 dólares canandenses (R$ 22)

Casa Loma: www.casaloma.org; por 17 dólares canadenses (R$ 31)

Mais conteúdo sobre:
toronto royal ontario canadá viagem

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.