Museu do Grafite
Museu do Grafite

As cores de Miami: museus e mostras para quem quer mais do que compras

Cidade ganha o primeiro museu dedicado ao grafite no mundo e e mostra temporária com instalações interativas em grandes contêineres

Talita Marchao, Especial para o Estado

25 de fevereiro de 2020 | 11h00

Conhecida por compras e praias, Miami vem apresentando um cenário efervescente também no campo cultural. Recentemente, duas novas atrações movimentaram a cena artística da cidade. Inaugurado em dezembro, o Museum of Graffiti é o primeiro do mundo dedicado exclusivamente à evolução do grafite como expressão artística. Outra atração de peso, aberta no fim de janeiro, é o o Euphoric Emporium (Empório da Euforia), um conjunto de 20 instalações em grandes contêineres que formam cenários perfeitos para fotos.

A exposição é temporária (vai até 29 de março). No Euphoric Emporium, os visitantes percorrem as salas com as obras interativas que simulam topos de arranha-céus e salas de ponta-cabeça, por exemplo.  Para quem quer curtir com os amigos, há espaço com bar e mesas de piquenique. A entrada custa US$ 28.

E não é só isso. A cidade conta com a conhecida Art Basel, que reúne as principais galerias de arte do mundo em dezembro, e museus de peso como o Pérez Art Museum Miami e o  e o Wolfsonian Museum. Conheça mais sobre eles:

Museum of Graffiti

Atração permanente em meio aos murais coloridos do badalado bairro de Wynwood, conhecida galeria de arte urbana a céu aberto, o Museum of Graffiti foi criado pelo artista americano Alan Ket e sua sócia, Allison Freidi, ex-promotora e advogada que defendia grafiteiros. O espaço, inaugurado em dezembro, tem 11 murais externos e exposições em salas cobertas. Uma coleção permanente faz uma jornada cronológica com obras desde a década de 1970 até os dias atuais, passando por ícones da arte de rua, como o grafite clássico dos anos 1980 de Sonic Bad, artista do Queens, em Nova York.

O museu também tem loja com material produzido pelos artistas – alguns itens são exclusivos. Os ingressos custam US$ 16; crianças com menos de 13 anos não pagam. 

A visita ao museu fica ainda mais colorida com uma volta pela vizinhança instagramável. Artistas do mundo todo transformaram as ruas do bairro com os murais gigantes criados nas paredes nos antigos galpões. Brasileiros como Eduardo Kobra e Os Gêmeos deixaram suas marcas por lá. A cada segundo sábado do mês, o Wynwood Art Walk tem festa na rua, com música ao vivo e food trucks.

Pérez Art Museum Miami (PAMM)

O Pérez Art Museum Miami (PAMM), antes conhecido como Museu de Arte de Miami, é um dos mais famosos da cidade. Seu edifício foi projetado pelo mesmo escritório de arquitetura que criou o Estádio Nacional de Pequim, que ficou conhecido como “Ninho de Pássaro” --Herzog & de Meuron. 

Reinaugurado em 2013, foi rebatizado em homenagem ao empresário e colecionador argentino Jorge M. Pérez, dono de mais de 100 obras expostas no local, como do mexicano Diego Rivera (antes da fase dos famosos murais), do uruguaio Joaquín Torres Garcia e do cubano Wilfredo Lam. 

Foi lá também que um artista, Maximo Caminero, quebrou parte da obra do chinês Ai Weiwei em um protesto --o museu é focado principalmente em arte contemporânea e em artistas estrangeiros. Ele fica localizado no Museum Park, no centro, e tem uma vista incrível de Biscayne Bay. O local abre todos os dias exceto às quartas-feiras, e a entrada custa US$ 16.

Villa Vizcaya Museum and Gardens Miami

Outro museu de encher os olhos é o Villa Vizcaya Museum and Gardens Miami. Fica em Coconut Grove, e ocupa o que um dia foi a mansão construída em 1916 pelo empresário milionário James Deering. Com mais de 30 quartos e ares de vilas renascentistas italianas, o local que um dia foi a casa de inverno de Deering expõe os móveis, a tapeçaria e obras de arte -- mas a grande atração são os jardins à beira-mar, incluindo um jardim secreto. Ele abre todos os dias exceto às terças-feiras. Os ingressos custam US$ 22.

Wolfsonian Museum 

O Wolfsonian Museum define-se como um museu que explora como o passado influencia o presente e molda o futuro. É ligada à Universidade Internacional da Flórida, e expõe uma coleção de 120 mil itens, que datam de 1885 a 1945. A proposta do Wolfsonian é demonstrar o poder persuasivo da arte e do design e mostrar a história de mudanças sociais, políticas e tecnológicas que transformaram o mundo. Para isso, usa como base a coleção do empresário americano Mitchell Wolfson Jr., com peças relacionadas ao design industrial, à comunicação e até cartazes de propaganda (incluindo política) --entre as obras mais polêmicas está um exemplar do livro de Adolf Hitler, Mein Kampf (Minha Luta) em braile). Aberto todos os dias, exceto às quartas-feiras. Os ingressos custam US$ 12.

Bass Museum of Art

Para quem prefere arte clássica, o Bass Museum of Art tem uma coleção de obras renascentistas e barrocas. A condição para a doação das obras foi a de que elas permanecessem expostas ao público. O Bass Museum tem ainda uma ala especial chamada Lindemann Family Creativity Center, onde fica o projeto IDEA@thebass, com oficinas e aulas. 

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