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As férias chegaram (para desespero dos pais)

Gente que é mãe, que é pai, continua trabalhando como sempre nesses dezembros insanos que nos cobram dar conta dos últimos compromissos

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2019 | 05h27

Elas chegaram, as férias, socorro! A gente que é mãe, que é pai, continua trabalhando como sempre nesses dezembros insanos que nos cobram dar conta dos últimos compromissos profissionais do ano antes das festas, ao mesmo tempo em que preparamos as próprias festas, o que inclui enfrentar o comércio lotado. No meio disso tudo, a gente não tem mais onde e com quem deixar as crianças. Ah, as férias. 

Antes de continuar essa conversa, deixa eu já adiantar que não tenho solução para oferecer. Desculpe, leitora, leitor: estou nessa mesma canoa furada. Ou melhor, estava. Ocorre que a minha canoa recebeu um remendo na semana passada, uma sorte imensa, porque para maternar (e paternar) a gente às vezes precisa sim contar com a sorte. Aconteceu.

Ainda tenho uma viagem de trabalho este ano, para Brasília, daqui a poucos dias. Amigos queridos moram lá. Sugeriram que eu leve meu filho e o deixe com eles: devolverão o menino em São Paulo, para onde virão passar o Natal. Dez dias de problema resolvido, uau! Para completar, meu filho e a filha deles são amigos desde o berço. Perfeito. 

E foi assim que eu percebi que viagens podem ajudar pelo menos um pouco na busca por alternativas para esse perrengue que são as férias escolares em famílias onde todo mundo trabalha. Vamos às opções – e salve o décimo terceiro para quem ainda tem esse direito, porque não sai barato. 

Uma mão lava a outra

Avós, tios, amigos proporcionam uma ajuda valiosa a mães e pais quando convidam seus filhos para viajar. É preciso atenção aos documentos exigidos: desde o primeiro semestre de 2019, por causa de uma alteração feita no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores até 16 anos precisam de autorização judicial para viajar sem a companhia dos pais ou responsáveis legais.

Há exceções, a depender de quem leva as crianças, além de diferentes exigências para viagens nacionais e internacionais. Falei sobre o tema em bit.ly/dockids.

Considere ainda o conforto emocional de seu filho. Veja como avaliar se a criança está pronta para passar alguns dias longe da mãe e do pai e dicas para que se sinta segura e acolhida: bit.ly/semospais.

Ah, sim: não esqueça de retribuir, quando puder, convidando também filhos de amigos em apuros para viajar com a sua família. 

Voar desacompanhada

São muitas as condicionantes – criança maiorzinha ou mais independente, pais corajosos – mas esse comecinho de férias pode ser um bom momento para seu filho visitar aquele primo querido que mora em outra parte do país. As companhias aéreas prestam assistência especial a menores que voam desacompanhados, garantindo um tutor para os trâmites burocráticos, até entregar a criança à pessoa indicada por você, no aeroporto de destino.

Nas aéreas que operam no Brasil, custa a partir de R$ 149 (mais o preço da passagem). Na Azul e na Gol, a idade mínima é de 5 anos; na Latam, 8 anos. 

Disney sem os pais

Era um clássico dos sonhos de consumo de pré-adolescentes e adolescentes das décadas de 1980 e 1990, muito por causa dos comerciais da Vovó Stella e da Tia Augusta que povoavam a TV naquela época.

As empresas faliram e fecharam; mas a operadora de viagens Stella Barros, com outros donos e formato, continua fazendo excursões a Orlando só para a meninada a partir de 12 anos. Pacotes para as férias começam em US$ 3.300, em média, e atualmente incluem, claro, os parques da Universal e do SeaWorld

Acampamento

Essa opção só resolve o problema em janeiro, quando os mais tradicionais fazem suas temporadas. Eu recomendo: Peraltas, em Brotas, desde R$ 2.870, 6 dias; NR, em Campos do Jordão, desde R$ 3.978, 6 dias; Sítio do Carroção, em Tatuí, desde R$ 4.460, 6 dias.

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