Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

As joias dos grupos F e G do Mundial

Suécia, México, Alemanha, Coreia do Sul, Bélgica, Inglaterra, Tunísia e Panamá, todos têm o seu charme

Mr. Miles, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 03h00

A Copa vai agitada, já tem seus favoritos e seus eliminados e, of course, suas zebras. However, a vantage de analisá-la de um ponto de vista viajor é saber, com imensa alegria, que todos os participantes sobreviverão às porfias e, até o fim dos tempos, mudando de nome, orientação política, religiosa ou o que for, sempre vão merecer o prazer de acolher forasteiros em busca de novas paragens. E, as I use to say, a alegria de visitar é ainda maior do que a de receber. Vamos, therefore, às nações de hoje.

Suécia. Qualquer linda cidade entremeada por rios, canais ou braços de mar é, para efeitos de lugar-comum, uma Veneza. Estocolmo, portanto, é a Veneza do mais ao Norte, superando, em setentrionalidade, a Veneza quase do Norte, que é Hamburgo, na Alemanha. It's a lovely city in a lovely country. Tem os melhores arenques do mundo em seus restaurantes e uma rainha que, por sua origem brasileira, aqueceu os dias gélidos do país. Tenho ótimos amigos no norte em Kilpisjärvi, suecos-lapões. Unfortunately, sempre calhou de visitá-los no inverno, de modo que jamais vi se a paisagem ao redor é bonita.

México. É um país de gente adorável, brasileiros de bigodes. Tem praias esplêndidas (sobretudo as caribenhas), comida especial, um destilado de agave que ganhou o mundo (N. da R.: a tequila) e, I’m sorry to say, novelões quase tão ruins quanto os do Brasil. Acho que só não deveriam considerar a ideia de construir um muro para separá-los da América de Trump, porque boa parte dela pertencia aos próprios mexicanos.

Alemanha. Um lindo país reconstruído. Berlim, a velha, hoje é arrojada, jovial e sempre instigante; Munique é a cidade de que gosto mais. A cerveja ajuda, of course, mas a cidade tem um clima especial, os Alpes nas redondezas e o Schwabing, uma mistura do Village nova-iorquino, da Vila Madalena paulistana, de nosso Soho londrino, com pitadas de Quartier Latin. Dresden, I must say, é a única cidade da Alemanha onde tudo o que parece velho é novo (rebuilt!) e tudo o que parece novo é velho. 

Coreia do Sul. A maior atração, aquele ditadorzinho gordo, fica no Norte, mas o sul é notável. Seul é, probably, a cidade que mais mudou (para melhor) nas últimas quatro décadas da história. O país tem montanhas nevadas, a esplêndida ilha de Jeju e onze monumentos da dinastia Joseon tombados pela Unesco. O melhor, however, é a expectativa de reunião e fim de fronteiras. Ficaria o resto da minha vida por lá para testemunhar a emoção do reencontro.

Bélgica. Os belgas são bons de chocolate, ótimos de cerveja e fantásticos mexilhões. Therefore, um país abaixo do nível do mar, mas acima de qualquer suspeita. A Grand Place, de Bruxelas, está entre as três mais belas do planeta. Bruges é esplendorosa e bruxuleante. Se eu fosse um ladrão de diamantes, by the way, mudaria para Antuérpia, a capital mundial da lapidação. Só tenho uma pequena reclamação: chove mais na Bélgica do que no Condado de Essex. Nada, however, que um bom guarda-chuva não resolva.

Inglaterra. Por motivos éticos, vou me abster de fazer comentários sobre a mais gloriosa nação do planeta, com a mais admirada corte, os melhores bowler hats e as lendas mais soturnas. Don’t you agree? 

Tunísia. Não sobrou nem pó da grandiosa Cartagena de Aníbal, o imperador que quase ocupou Roma fazendo elefantes avançarem pela Europa até os Alpes. Mas a Tunísia tem a milenar Ilha de Djerba; o amazing coliseu de El Djem, muito melhor preservado que o de Roma, I must say. Tem a cidade islâmica sagrada de Kaiouran e um Saara repleto de oásis verdes e frescos. No Mediterrâneo, possui vilas que lembram a Grécia. E o melhor de tudo: é a terra natal de minha querida Claudia Cardinale. Miss you, babe! 

Panamá. O país de Roberto “Mano de Piedra” Durán não é apenas um canal, como todos os navegantes do planeta o conhecem. Quis a geografia, however, que essa nação centro-americana fosse a mais estreita entre o Atlântico e o Pacífico - e deu no que deu. Um país muito quente e úmido que tem as belezas do arquipélago de San Blas, como uma espécie de ilhas Maldivas do Caribe. São 365 ilhas pertencentes aos índios Kuna, lindas de se ver. Um esclarecimento: o chapéu-panamá, I’m sorry to say, é produto típico... do Equador!

MR. MILES É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ELE ESTEVE EM 183 PAÍSES E 16 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS. SIGA-O NO INSTAGRAM @MRMILESOFICIAL

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