Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

As piscinas naturais mais famosas de Pernambuco

Porto de Galinhas não é queridinha apenas dos casais em lua de mel. Uma caminhada pela (concorrida) orla do principal balneário de Ipojuca revela famílias com crianças, grupos de amigos, estrangeiros. Qual seria a fórmula para agradar a um público tão heterogêneo?

ANA PAULA GARRIDO , O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2012 | 02h11

A paisagem, caracterizada pela moldura criada pela barreira de corais e um sem-fim de jangadas, é o primeiro ponto. Aliada às águas claras e à temperatura média de 28 graus o ano todo, fez a fama do destino. Fama que trouxe lojas refinadas e restaurantes interessantes, mas também um excesso de turistas em fins de semana e feriados que pode frustrar quem busca sossego. Se for o seu caso, uma estratégia é fazer da praia seu primeiro ponto de apoio a partir de Recife e, quando chegar o fim de semana, fugir para um recanto mais tranquilo.

O passeio até as piscinas naturais é obrigatório. Em cinco minutos, os jangadeiros, concentrados em frente à praça da Vila dos Pescadores, levam até lá ao custo de R$ 15 por pessoa. Nada muito demorado: você caminha sobre os arrecifes, fotografa a piscina que tem o formato do mapa do Brasil (e os peixinhos que ficam presos nela), dá um mergulho e logo está de volta à jangada.

Como em todo lugar onde há piscinas naturais, o ideal é programar sua ida nas luas nova ou cheia. Mas se não houver jeito e você estiver lá na maré alta, tudo bem. Não só vai dar para alimentar como também nadar com os peixes. E até posar debaixo d'água com eles - sempre há fotógrafos com snorkel convidando para um clique. Cada foto custa em média R$ 10 e você pega mais tarde, no centrinho da vila.

Caso você não queira dividir a piscina principal com uma multidão de peixes (e, consequentemente, de pessoas que querem tirar fotos com eles), peça para o jangadeiro te levar a uma sem cardumes, com água azulzinha e tranquilidade garantida.

'Galinheiro'. De volta à vila, você pode se manter conectado à natureza no Projeto Hippocampus (Rua da Esperança, 700), que estuda os cavalos-marinhos do manguezal de Maracaípe. Na casinha simples do centro há aquários onde, até as 17 horas, você pode conhecer um pouco mais da vida desses simpáticos animais. A entrada custa R$ 4.

Caminhando pela vila, você vai reparar: quem domina o cenário são as galinhas. Feitas com troncos de coqueiros, elas fazem parte da Chicken Parade (ao estilo da famosa Cow Parade) e são divertidíssimas: tem uma sósia de Dercy Gonçalves, uma turista e até uma em homenagem à seleção brasileira de futebol.

O efeito colateral é a vontade de levar uma miniatura da anfitriã para casa - há souvenirs por a partir de R$ 5. Se quiser investir um pouco mais, não faltam opções. Na Gatos de Rua (Avenida Esperança, 127), por exemplo, há luminárias, jogos americanos feitos com garrafa pet...

Fora da alta temporada, o agito noturno se concentra apenas no fim de semana. Para dançar, há basicamente dois lugares. No bar Biroska (Rua Beijupirá, 5), prevalece a música eletrônica. Já o Lua Morena é o palco do forró. Mesmo quem não sabe acaba arriscando uns passinhos com os professores (um homem e uma mulher), que circulam pelo salão para chamar quem está parado. Entre uma aula aqui, outra ali (é grátis), eles se apresentam, deixando o público com inveja.

Seja qual for a sua escolha, combine a volta com um taxista - de preferência, indicado por seu hotel. Isso porque, depois da meia-noite, fica difícil encontrar um motorista disponível. Eles vão embora cedo para descansar, provando que a vila realmente dorme com as galinhas.

 

Receitas à base de frutas e frutos

 

Comer bem em Porto de Galinhas é tão garantido quanto ver aqueles peixinhos amarelos listrados nas piscinas naturais. As opções são as mais variadas, dos restaurantes que primam por produzir pratos que surpreendem o paladar aos populares petiscos praianos.

 

É preciso reservar ao menos um dia para comer no Beijupirá (Rua Beijupirá, s/n), um clássico de Porto de Galinhas. O ambiente, com decoração rústica e ao mesmo tempo cuidadosa, não deixa ninguém esquecer que se está em um destino praiano. E os pratos vêm caprichados na decoração - e, logicamente, no sabor. Peixes e frutos do mar com molhos de frutas são a assinatura da casa - o molho vem à parte, para o caso (quase impossível) de você não gostar da combinação. Os preços variam de R$ 45 (caso da Galinha Trololó: peito de galinha, banana e feijão verde) a R$ 120, a lagosta na grelha.

 

Outro que prima por pratos lindos e saborosos é o Marangatu (Rua das Piscinas Naturais, lojas 10 e 11). O camarão praieiro (R$ 46), temperado com manga e servido dentro do coco verde, com arroz de castanha de caju, é simplesmente inesquecível. Como fica em um mezanino, você ganha de brinde a vista para o mar.

 

Um ar mais refinado toma conta do Domingos (Rua Beijupirá, perto da galeria Paraoby), que tem tanto pratos exóticos (avestruz) quanto peixes e camarões. Prove a trouxinha do mar (R$ 29), panqueca recheada com frutos do mar, linguiça e molho mostarda. /A.P.G e A.M.

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