Às voltas com o Etna Sicília

Balneários caóticos e vilarejos simpáticos (como Corleone, de 'O Poderoso Chefão') dão o tom neste pedaço de terra italiano, onde há tanto para ver que a praia até fica em segundo plano

FELIPE MORTARA / CATÂNIA, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2014 | 02h06

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"Ma come è bella la Sicilia!" é uma frase que você se cansará de ouvir da boca de envaidecidos moradores na ilha italiana. Isso em meio a cidades milenares de ruelas estreitas, casinhas de pedra com floreiras que parecem de mentira, encostas escarpadas e emolduradas por um mar de arrancar desaforos. Sem falar na história e mística de seu guardião, o Etna, que tem boa chance de oferecer um show particular. Tudo somado, você deve concordar rapidamente com os nativos. Para não perder o Etna de vista, comecemos por Catânia, segunda maior cidade siciliana, com 300 mil habitantes. Algo caótica, inicia no mar e se estende pela encosta suave do vulcão. Conhecer a montanha viva é básico. Vale ir de carro, caso você tenha alugado um; de ônibus de linha (3,65 euros ou R$ 10, sai da rodoviária às 8h15 e volta às 16h45) até o refúgio Sapienza, centro de visitantes a 1.900 metros; ou subir de teleférico (20 euros ou R$ 61) até a altitude de 2.051 metros. Na cidade, dê atenção à catedral da padroeira Santa Ágata, à Praça do Elefante e ao Castelo Ursino, que está em reforma, mas vale fotos.

Outrora parte da Grécia, quando era chamada de Trinakria (algo como três pontas), a ilha triangular guarda tesouros. Pela costa, faça um bate-volta de 40 minutos rumo ao sul, às ruínas e ao impressionante teatro grego do século 5º a.C., ainda em funcionamento. Procure pela programação de óperas e encenações - gregas, come no?! - no site indafondazione.org. A partir de 20. Aproveite para curtir as praias da região, como Arenella e Fontane Bianche, lindas - umas das poucas praias de areia da Sicília.

Ao norte, distante 52 quilômetros de Catânia e encravada no alto de um morro de 204 metros, a festejada Taormina se revela apenas aos pedestres ao longo do Corso Umberto Primo. O clima local inspirou escritores e artistas como Oscar Wilde, Nietzsche, Coppola e Fellini, e serviu de cenário à trilogia O Poderoso Chefão. Escadarias medievais levam a bares e restaurantes delicados, como o Casanova Cafe. Com vista para o Etna (que vi em erupção) e o Mar Jônico, o palco do Teatro Grego ( 8 euros) merece visita, com ou sem espetáculo. Lá embaixo, com acesso por teleférico (5 euros, ida e volta) está a praia de Isola Bella, para estender a canga no canto esquerdo ou se aocmodar em cadeiras alugadas (desde 17 euros).

Em Agrigento, o Vale dos Templos é uma coleção de monumentais construções gregas de 500 a.C (13,50 euros).

Um pouco da Sicília que povoa o imaginário coletivo desde que O Poderoso Chefão chegou aos cinemas, com homens idosos que a tudo observam desconfiados, está na vila de Corleone, a 60 quilômetros de Palermo. Em Savoca fica a igreja San Nicolo, onde se casaram os personagens Michael e Apollonia. Mas é na capital Palermo que você pode fazer uma vista guiada ao cenário do grande final da saga, o Teatro Massimo (8 euros).

Veja também o Palazzo dei Normanni, que guarda um dos maiores tesouros da Itália: a Capela Palatina, de 1130, com paredes e forro de mosaicos de pedras brilhantes e ouro. A arquitetura mistura os estilos clássico italiano e árabe. Tudo a ver com o Mediterrâneo.

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