Ásia para iniciantes

Hong Kong tem templos budistas, símbolos sagrados e superstições chinesas. Mas também arranha-céus, muitas e muitas lojas e até parque da Disney

Adriana Moreira / HONG KONG, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2010 | 01h32

          

 

 Não há dúvida que a tradição milenar chinesa resiste. Basta olhar para dentro de cada loja, hotel ou residência e lá estará um altar, uma oferenda, um símbolo sagrado. Mas os hábitos ocidentais, introduzidos pelos ingleses há mais de 150 anos, deixaram marcas definitivas na cultura - e também na paisagem - de Hong Kong, transformando o território em uma espécie de intersecção entre o Oriente e o Ocidente.

Durante séculos, Hong Kong serviu de entreposto comercial. Em 1757, a China tomou conta do comércio com os estrangeiros, o que acabou culminando na Primeira Guerra do Ópio (1839-1842), entre China e Inglaterra. Em 1841, os ingleses dominaram Hong Kong, tomando a posse da península.

O território foi devolvido à China em 1997 e, sob o slogan "Um país, dois sistemas", ficou definido que Hong Kong seria uma Região Administrativa Especial por 50 anos. Pôde, assim, preservar sua economia - tem até moeda própria. A herança inglesa se manteve principalmente no idioma (boa parte dos moradores fala inglês). E o capitalismo se faz claro nas cadeias de fast food, nas grifes europeias e nos espelhados arranha-céus.

E não há melhor lugar para observá-los que no skyline da Victoria Bay, especialmente a partir de Kowloon, a área continental de Hong Kong. Todas as noites, às 20 horas, os edifícios da Ilha de Hong Kong são tomados por luzes, num colorido balé a que você não cansará de assistir. A área mais concorrida é a Calçada da Fama, dedicada aos astros do cinema local. Lá estão a estrela de Bruce Lee e a marca das mãos de Jackie Chan, além de outros menos conhecidos por aqui.

A melhor maneira de explorar a área é a pé. Turistas e moradores se misturam nas ruas de Kowloon. Os jovens, embora mais comedidos, acompanham as tendências da moda vindas de Tóquio. Os cabelos têm cortes modernos e as roupas são de grife. Nos pulsos, Rolex. Embora raramente originais...

Apesar da grande oferta de falsificações, a área central de Kowloon é um ótimo lugar para compras. Você pode ir para a região cedo - às 7 horas, há aula gratuita de tai chi chuan na frente do Hotel Península. Se preferir dormir até mais tarde, programe-se para almoçar por ali. 

 

     

                

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hora do almoço. Você vai se fartar de dim sun, os populares bolinhos cozidos no vapor com recheios variados. E pode comer muito bem se der chance aos sabores locais, sem necessariamente precisar enfrentar os itens mais exóticos do cardápio. Frango, peixe, frutos do mar e verduras são preparados com maestria nos bons restaurantes.

O difícil é encontrá-los sem alguma dica. Pergunte no hotel ou leve um guia, se estiver viajando de forma independente. Isso porque, em razão da falta de espaço, muitos estabelecimentos ficam dentro de edifícios. Ou seja: ver um restaurante convidativo e simplesmente entrar nele não é algo tão simples. A exceção fica por conta do Soho, bairro da noite jovem em Hong Kong, repleto de restaurantes.

Hong Kong, aliás, pode ser um bom começo para quem se sente inseguro para explorar a Ásia por conta própria. O sistema de transporte é eficientíssimo. O metrô se conecta a todas as áreas, até as mais longínquas, como a Ilha de Lantau, onde está o Buda gigante (leia mais ao lado) e o aeroporto, além dos Novos Territórios, mais próximos da China continental.

As estações e as placas estão em inglês, o que torna tudo muito mais fácil. E não existe preço único: você paga de acordo com a estação onde vai descer. O inconveniente é ter de comprar o bilhete todas as vezes, enfrentando filas às vezes enormes. Ah, e nunca jogue o passe fora após passar pela catraca: você vai precisar dele também para sair.

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja também:

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