Assento

Poltrona minimamente espaçosa, de preferência sem vizinhos, e pouca turbulência. Esse seria o assento dos sonhos dentro das limitações (cada vez maiores, diga-se) da classe econômica.

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

29 Março 2016 | 04h00

Sim, há dicas práticas para tentar garantir um lugar digno. Use o site SeatGuru.com para descobrir os melhores – e piores – assentos no modelo de aeronave em que você vai voar (selecione por companhia aérea). Mas saiba desde já que não vai ser possível ter tudo: mais realista é eleger prioridades e correr atrás delas primeiro.

Espaço. A distância entre poltronas nos aviões diminuiu de 91 centímetros, média na década de 1980, para até 74 centímetros, em 2010. O dado faz parte do Levantamento do Perfil Antropométrico da População Brasileira Usuária do Transporte Aéreo Nacional – Projeto Conhecer, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), publicado em 2010, e dá a medida exata do tamanho do sofrimento imposto às nossas pernas em um voo em classe econômica hoje em dia: até 17 centímetros.

Espaço extra nos aviões tem preço, mesmo na econômica. A primeira fileira custa entre US$ 30 e US$ 100 extras; algumas aéreas cobram o mesmo valor pelo lugar na saída de emergência, que costuma ser mais espaçoso (mas a poltrona talvez não recline, atenção). O assento econômico maiorzinho sai por US$ 30 a US$ 200 a mais, dependendo do trecho e da procura. Os tais economy plus ou premium são um modelo em expansão: Air France, British, Gol, Lufthansa, Singapore e United têm a opção.

Se pagar está fora de cogitação, sobram alguns recursos. Tentar o upgrade para a executiva com milhas que estejam prestes a vencer. Procurar no ranking de companhias aéreas da consultoria britânica Skytrax as melhores classes econômicas do planeta – em 2015, todas são da Ásia e do Oriente Médio (veja em bit.ly/besteconomy). Ou, por fim, partir para a próxima estratégia, a de tentar garantir um assento vago ao seu lado.

Sem vizinhos. Viaje fora de temporada, no meio da semana, no miolo dos feriados, na hora exata do almoço de Natal para aumentar as chances de embarcar em um avião quase vazio. Chegar mais cedo ao aeroporto é decisivo para, se for o caso, bater um papo no check-in e pedir a troca de lugar para um sem vizinhos. 

Para conquistar a sonhada poltrona vazia ao seu lado é inteligente aceitar lugares que ninguém quer. A inóspita fileira de quatro assentos no centro do avião. O fundão, onde dá para escutar a descarga do banheiro e você corre o risco de ficar sem a opção “massa” quando chegar a comida. É questão de decidir se compensa. 

Turbulência. Sobre ficar no fundo do avião, há algo mais: é onde se sente com mais intensidade o efeito das turbulências. “A parte traseira de qualquer avião é sempre a mais sensível”, diz o comandante da Gol e coordenador de pilotos Franklin Laskeviz, consultor do estudo do Skyscanner. 

Para evitá-las, prefira voos noturnos e de manhã cedo, que sofrem menos efeitos atmosféricos. Pelo Brasil, a região Sul costuma ser mais turbulenta e o litoral do Nordeste, mais calmo.

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