Claudio Marques/Estadão
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Atalaia tem passeios para toda a família

Da Orla de Atalaia à Passarela do Caranguejo, há muitas opções. E ainda 6 quilômetros de praia

Cláudio Marques, O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2016 | 04h50

Em seus 6 quilômetros de extensão, Atalaia é plena de possibilidades. A área foi urbanizada em quatro etapas, detalhe representado pelo mesmo número de arcos no calçadão. Há quadra de tênis, pista de skate, motocross, kart, parques infantis, lagos artificiais, fontes luminosas. A areia da praia é escura e firme, como a do litoral sul de São Paulo e, tanto nela como no calçadão, corridas e caminhadas são atividades frequentes ao amanhecer e no fim de tarde. Ao longe enxergam-se plataformas marítimas da Petrobrás.

Ali, uma construção em formato justamente de tartaruga, de 1.700 metros quadrados, abriga um oceanário do Projeto Tamar. É possível observar variadas espécies marinhas e também do Rio São Francisco em 18 aquários, 12 deles de água salgada. Tanques abrigam filhotes de tartaruga, tartarugas adultas, tubarões, e há um interativo, onde dá para tocar e interagir sem choques com enguias e outros bichos. 

O Submarino Amarelo é uma atração que começa com filmete sobre espécies raras encontradas em águas profundas do Oceano Atlântico – na sala seguinte é possível ver as algumas dessas criaturas e tocar outras. Tudo isso se dá em ambientes refrigerados e escuros para simular o hábitat dos bichos, onde luz e calor não chegam. 

A hora da alimentação dos tubarões, às 16h30, é uma atração disputada pelos visitantes. Outro grande momento do Projeto Tamar ocorre todo primeiro sábado do mês, entre setembro e março, temporada reprodutiva das tartarugas marinhas. Às 17 horas é feita a soltura de filhotes na areia da praia, que então caminham até o mar na direção de uma difícil vida autônoma. De cada mil filhotes, apenas um chega à idade adulta. 

Caranguejo. A orla de Atalaia é também a grande concentração de restaurantes em Aracaju. Em direção ao sul está o trecho conhecido como Passarela do Caranguejo. E comer caranguejo é um hábito que o aracajuano cultiva – nem que seja como uma boa desculpa para amigos se encontrarem e jogarem conversa fora. 

Além do crustáceo, outros frutos do mar e peixes garantem o sabor da deliciosa culinária local. Em três ambientes com decoração temática nordestina, o Bada Grill (Avenida Santos Dumont, 526) serve frutos do mar e comida brasileira. Por R$ 180, escolha quatro opções entre peixe, camarão, lagosta, polvo, lula e salmão para dividir por quatro pessoas, ao som de boa música ao vivo.

Para além do tradicional, o Calles Bar de Tapas (no número 188 da avenida) é especializado em petiscos internacionais. Tem mais de 30 rótulos de cervejas, com preços a partir de R$ 17. Vale experimentar o robalo em crosta de castanhas com linguine. No número 957 está o Pastel da Jane, com pastéis deliciosos como os de bacalhau e camarão, a R$ 9. Mas a Jane também serve coxinhas, empadas, acarajés, bolinhos e pratos em um espaço amigável para crianças, com espaço de brincar e fraldário. 

Para explorar as possibilidades gastronômicas de Aracaju fora da orla de Atalaia, siga para o bairro Inácio Barbosa, mais ao norte, que aracajuanos consideram a Vila Madalena local. O Sato Sushiya (Avenida Paulo VI, 177) tem no cardápio pratos como ceviche de frutos do mar, teppanyaki e yakissoba. Espere gastar cerca de R$ 35 por pessoa. A casa também conta com espaço para crianças e fraldário. 

Entre Atalaia e o centro, o Del Canto Hotel tem um restaurante de perfil mais arrumado, o Colibri. Aberto também a não hóspedes, tem fama de servir um dos melhores cafés da manhã da cidade. Nas refeições, peça o peixe Del Canto, que faz sucesso no cardápio e custa R$ 39,90. Fica na Rua Alferes José Pedro de Brito, 67. 

CURIOSIDADES

Todos os anos, no período das festas juninas, o catamarã Parnamirim se torna o Barco do Forró, com música do trio Pé de Serra e dança puxada por Kelly Varjão e Alex Frutuoso. O passeio, da Nozes Tur, custa R$ 50 por pessoa.

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