Até quem nunca subiu numa prancha consegue surfar no pico dos sonhos

A primeira leva de brasileiros chegou ao Havaí na década de 1970 e causou tanto barulho para enfrentar a desconfiança dos surfistas locais que ganhou o apelido de brazilian nuts. Hoje, mais de 40 anos depois, até quem nunca subiu em uma prancha pode pegar onda na meca do surfe mundial sem passar trabalho.

HONOLULU, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2013 | 02h11

Com aluguel de equipamentos e escolas de surfe espalhadas pelos principais pontos de Oahu, a escolha do pico depende apenas da familiaridade do turista com as ondas. O mais indicado para iniciantes é brincar nas marolinhas de Waikiki, ao sul - aventurar-se nos tubos superconcorridos das praias do North Shore é apenas para quem tem muita experiência (e coragem).

Os instrutores de surfe em Waikiki se gabam de conseguir pôr qualquer um de pé na prancha logo na primeira aula. E não é tarefa assim tão difícil: os pranchões de quase quatro metros, chamados longboard, são bastante estáveis.

Desde as primeiras horas da manhã até o pôr do sol, o mar fica lotado de aspirantes a surfista, que pagam US$ 10 a hora pelo aluguel das pranchas. Para quem precisa de instrutor, são US$ 30 a mais.

Primeiras remadas. A dificuldade principal está em desviar de outros "pregos" como você, boa parte crianças. E atenção ao cair ou descer da prancha, pois há trechos com corais que podem deixar alguns arranhões. Nada que possa causar maiores estragos, garantem os alegres instrutores, cujo inglês com sotaque havaiano e cheio de gírias exige esforço.

Para quem quer evitar o "engarrafamento" no mar, o fim da tarde é a melhor pedida. Alugar um stand up paddle para assistir o pôr do sol de dentro d'água também pode ser uma ótima ideia.

No North Shore, os turistas com pouca intimidade com a prancha não são bem-vindos dentro d'água. O longo histórico de brigas entre nativos e surfistas de fora, bem menos intenso nos últimos anos, serve como alerta.

Na areia, os locais costumam ser gentis, mas têm pouca paciência com iniciantes que cortam a frente nas ondas.

Além disso, nos pontos mais disputados, os salva-vidas praticamente proíbem a entrada dos novatos e não hesitam em fazer uso de megafones para constrangê-los.

A melhor alternativa é recorrer à orientação de profissionais. Por R$ 80, a academia de surfe Uncle Bryan percorre com você as principais praias em busca das ondas mais adequadas e oferece duas horas de aula. / B.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.