Edivaldo Ugarte
Edivaldo Ugarte

Atins, porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Nada de Wi-Fi por lá: a pedida é relaxar

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

04 Abril 2017 | 04h30

Antes da chegada à vila de Atins, na foz do Rio Preguiças, o aviso já havia sido dado: quase não há sinal de internet por lá, apesar da existência de um agonizante Wi-Fi em alguns locais. Já que está desconectado, faça um detox das redes e relaxe.

Entrada leste do Parque Nacional, Atins é um dos cinco circuitos turísticos dos Grandes Lençóis. Para chegar à vila de pescadores, só seguindo de barco pelo Rio Preguiças, numa viagem que dura, em média, 1h30. Dá para fazer um bate-volta, mas para aproveitar o parque e sentir realmente o clima do lugar, durma ao menos uma noite por lá.

Apesar de rústica, a vila tem um número considerável de pousadas, a maioria propriedade de “gente de fora”, entre estrangeiros e brasileiros. Como muitas ruas são de terra, a locomoção é feita em motos ou 4X4. À noite, diante de uma iluminação pública ainda fraca – a energia elétrica só chegou no ano passado, com o programa Luz Para Todos –, era preciso atenção: poças d’água estavam à espreita para molhar os pés dos distraídos. 

No dia seguinte, seguimos de jardineira – Toyotas adaptadas para até 13 pessoas – até o Parque Nacional. No caminho, toda a paisagem que surgia e se transformava, da vegetação rasteira e rala que ia se findando até sobrar apenas areia, enchia nossos olhos de emoção. Quando aparecia uma lagoa entre as dunas, fossem elas grandes ou pequenas, os dedos corriam rapidamente em busca das câmeras fotográficas. Justificável. Nenhuma lagoa é igual a outra e, da próxima vez, já não serão as mesmas.

Abandonamos a jardineira no ponto limite onde ela já não era mais bem-vinda e seguimos andando pelos bancos assimétricos de areia. Se as descidas ao modo “J. Júnior” eram pura diversão, as subidas sob o sol misturavam risadas, luta e suor. Por isso, a chegada à primeira parada para banho, na Lagoa da Capivara, foi uma alegria só. 

Não fosse a longa programação a seguir, ficaríamos ali horas a fio. E toca subir e descer dunas outra vez...

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