Avaliação médica define validade de 'custo-benefício'

Não há orçamento definido para o Viaja Mais Melhor Idade, "visto que é uma ação de mobilização da cadeia produtiva para formatar produtos especiais", de acordo com a assessoria do Ministério do Turismo

Aryane Cararo, O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2013 | 08h27

Antes de viajar, cabe a pergunta: seu corpo está preparado para o esforço? Só o médico poderá dizer. Se sua saúde sempre foi boa, com histórico de poucas doenças e uma qualidade de vida exemplar, é possível que ele te libere para a aventura. Tudo vai depender do seu preparo e da reserva funcional que você tiver, diz a geriatra Maysa Seabra Cendoroglo.

O médico poderá avaliar se as partes do corpo que vão sofrer sobrecarga do exercício - ou da emoção - estão preparadas. O coração não é o único que sofre. A geriatra se recorda da avaliação de João Luíz de Lima para saltar de paraquedas.

"Ele era um indivíduo independente que não tinha doença grave. Nossa preocupação foi com o impacto no momento da aterrissagem para a parte óssea", conta Maysa.

Para felicidade de seu João, seus ossos não são frágeis. "A prática do esporte radical não é necessariamente proibida. Mas tem que avaliar o custo-benefício", alerta a especialista.

Em geral, diz ela, não há ganhos do ponto de vista físico nas atividades mais aventureiras. Já do ponto de vista da satisfação, essa só você poderá dizer.

Ficou animado? Se quiser melhorar o condicionamento e aumentar as chances de ser liberado pelo médico, comece a caminhar diariamente. Primeiro, durante 15 minutos. Vá aumentando cinco minutos a cada dia até chegar a pelo menos meia hora - e, de preferência, em um ritmo constante, ou seja, sem paradinhas no meio do caminho.

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