Bairros de imigrantes, uma ótima pedida

Mais de uma vez durante minha tentativa de passar um fim de semana com US$ 100 em Melbourne fui salvo pela comida. Fins de semana econômicos como este são mais fáceis em cidades com bairros de imigrantes, e Melbourne é cheio deles. Para jantar no sábado, decidi abrir mão de Chinatown e Little Saigon e ir ao decadente centro comercial de Footscray, facilmente acessível de bonde e embalado por uma estranha combinação de cozinhas de países como Etiópia, Vietnã, Sudão e China.

O Estado de S.Paulo

12 Junho 2012 | 03h07

Os preços costumam ser bem acessíveis, o que é ainda mais impressionante num país como a Austrália, no qual o imposto já está incluído e os garçons não esperam gorjetas. O que significava que eu até podia convidar meus anfitriões para jantar.

No dia seguinte, nos arredores do Luna Park, caminhamos pela Acland Street, rua famosa por casas que oferecem brunchs e guloseimas. As vitrines são um desafio às dietas - do lado de dentro, é como se as lojas evocassem uma época diferente. Em uma delas vimos um grupo de senhoras de chapéus vermelhos e vestidos roxos, que claramente curtiam um grande momento.

Paramos na Acland Cakes por causa de uma boa e barata porção de ovos com bacon. Ali, comi também um bolo florentino e outro de amêndoas, fazendo com que minha conta ficasse em 20 dólares australianos (R$ 40).

Uma vez aberto o apetite, fomos a um supermercado, onde 40 dólares australianos (R$ 80) - incluindo meus 10 restantes - compraram mais do que o suficiente para um grupo de quatro pessoas: bife de canguru (7,50 dólares australianos o quilo ou R$ 15), hambúrgueres de canguru, ingredientes para uma salada elaborada e vinho.

Fomos a um parque próximo ao prédio de um de nossos amigos, um dos 20 espalhados por Melbourne com grelhas públicas. Apesar de cozido ao ponto, o bife de canguru tinha textura de carne malpassada. Uma grande refeição - que não me deixou dinheiro para o resto da noite. /S.K.

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