Bangcoc, a capital de muitos estímulos e nome recordista

Cidade dos anjos, dos imortais e por aí vai o gigantesco batismo oficial da labiríntica metrópole, repleta de vendedores e comida de rua, templos monumentais e múltiplas etnias

BANGCOC, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2014 | 02h07

" SRC="/CMS/ICONS/MM.PNG" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX; Bangkok, Banguecoque, Bangcoc, Bancoc - seja lá como for soletrada, a alcunha da capital da Tailândia é a versão ocidental de Krung Thep, abreviação de seu nome cerimonial em tailandês, incluído no Guinness, o Livro dos Recordes, como o nome mais longo de uma cidade em todo o mundo. A tradução: "Cidade dos anjos, grande cidade dos imortais, magnífica cidade das nove gemas, trono dos reis, cidade de palácios reais, lar de deuses encarnados, erigida por Visvarkaman sob comando de Indra".

Sob os seus muitos nomes, a cidade oferece a sobrecarga de estímulos típica das grandes metrópoles asiáticas: bairros labirínticos, feiras livres e vendedores ocupando exíguas calçadas, um vozerio multiétnico e um tráfego intenso de scooters, velhos ônibus de linha, táxis e mototáxis, além dos típicos tuk-tuks coloridos que recortam as ruas carregados de turistas. Antiga "Veneza Asiática", a cidade aterrou os seus muitos canais e substituiu-o por viadutos, trens suspensos (conhecidos como Skytrain BTS) ou subterrâneos (MRT), uma rede ainda modesta para atender à conurbação de 14 milhões de habitantes.

Se como afirmava o sociólogo Edward Said, o Oriente é apenas uma invenção do Ocidente, a versão mais concreta das cenas do blockbuster hollywoodiano Se Beber Não Case 2 guarda o seu quinhão de caos e frenesi. Não há como não se perder em Bangcoc, principalmente ao avançar para a região mais turística às margens do Rio Chao Phraya, que divide a cidade. Os nomes das ruas confundem o turista. O idioma tailandês, monossilábico, tonal e com um alfabeto próprio, contribui para acentuar a desorientação. Os eficientes trens metropolitanos não atingem a famosa Khao San Road, gueto turístico de albergues, hotéis, restaurantes e comércio ambulante que se avizinha a algumas das atrações mais frequentadas da cidade.

Tudo que reluz... Na margem ocidental do trafegável Chao Phraya, pode-se ver a silhueta de Wat Arun, ou o Templo da Aurora, erigido no século 17 e composto de uma torre central e quatro menores que a rodeiam, incrustadas de placas e cerâmicas. Os degraus que conduzem ao cimo são íngremes, mas proporcionam uma vista panorâmica dos templos e arranha-céus encobertos pela pátina de poluição.

Atravessando o rio está o Wat Pho, ou o Templo do Buda Deitado, uma estátua do momento que precedeu a Iluminação de Buda. Folheada a ouro, com 43 metros de comprimento por 15 de altura, a estátua ainda possui decorações em nácar gravadas nas solas dos pés. O templo é sede de uma famosa escola de massagem tailandesa, onde os visitantes podem descansar das longas caminhadas e das elevadas temperaturas com sessões de 1 hora ou mais.

Em alguns minutos de caminhada chega-se a outros templos imponentes de importância histórica semelhante, como o Wat Phra Kaew (Templo do Buda Esmeralda) ou o Wat Mahatat, nas dependências da maior ordem monástica da cidade, e centro de meditação Vipassana.

Um pouco mais ao sul, deixando o distrito de Phra Nakon, chega-se ao vibrante Pahurat, o bairro indiano onde se poderá encontrar porções generosas de samosas e pakoras - bolinhos fritos recheados ou legumes empanados -, estampas variadas de seda e deidades hindus. O bairro vizinho a leste, Samphanthawong, espécie de Chinatown, guarda uma trama de becos e mercados cobertos, por onde se atravessa para chegar a Hua Lamphong, a estação de trem e ponto final de uma das linhas do MRT.

Os trens e metrôs acessam facilmente outros distritos da cidade, como o popular Sukhumvit, bairro de clubes noturnos e cabarés dos chamados lady boys. O país é campeão mundial em cirurgias de mudanças de sexo, e o terceiro gênero, contemplado pela tradição religiosa, é visto com naturalidade e relativa aceitação.

Bastam apenas algumas estações para alcançar o conglomerado de shopping centers, empreendimentos faraônicos como o Siam Paragon. O shopping reúne um grande número de lojas de confecção nacional e internacional, pátios de alimentação, cinemas multiplex, um hotel e o Siam Ocean World, o maior aquário do sudeste asiático. /TIAGO NOVAES, ESPECIAL PARA O ESTADO

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