Bares descontraídos na noite de Dempsey Hill

Perto do centro, bairro reúne boas opções de balada

Christine Chowl, THE NEW YORK TIMES, CINGAPURA, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2009 | 02h55

Atmosfera descontraída, ao ar livre e a poucos quilômetros do centro. Com a crescente procura por coquetéis e agito em Cingapura, uma nova geração de bares e baladas surgiu em locais pouco prováveis da cidade. O bairro que concentra essa renovada vida noturna é Dempsey Hill. Antes sede de um quartel do Exército, cercado pela floresta tropical, a área foi ocupada por bares e restaurantes em um ritmo alucinante.

Quem iniciou o ressurgimento da região foi Richard Goh, em 2006, quando abriu o Oosh Bar e Lounge (www.oosh.com.sg) em um trecho verde de 100 mil metros quadrados. "Quando cheguei, Dempsey era apenas um recanto natural. Percebi que o bairro poderia se transformar em uma espécie de resort", diz Goh. No local, música ao vivo agita o bar principal; no jardim, há tendas ao estilo de Bali entre cachoeiras iluminadas e piscinas. O serviço pode ser lento, mas os fortes drinques e a decoração compensam.

A novidade de Dempsey é o White Rabbit (www.thewhiterabbit.com.sg), onde a multidão de jovens endinheirados chama a atenção tanto quanto o próprio local: uma charmosa capela restaurada, cheia de vitrais, que abriga um movimentado restaurante e um lounge que leva até o bar do jardim.

"O número de clientes exigentes cresceu muito por aqui", diz Tengwen Wee, sócio do White Rabbit. Seu mais novo investimento na cena noturna faz parte de um nicho surpreendentemente pouco explorado por ali: o bar de praia. Inaugurado em maio na Ilha de Sentosa, o Shack (www.theshack.com.sg) mostra-se despretensioso e ótimo para relaxar. Sem falar no cenário curioso: o bar fica em um velho contêiner de navio e barris de cerveja são usados como mesas.

Já o Wild Oats (www.wildrocket.com.sg) promete uma experiência única, graças à localização incomum. Fica dentro do labirinto residencial de Mount Emily e oferece um ambicioso menu (o dono, Willin Low, também é chef do restaurante Wild Rocket, nas redondezas).

E o vencedor entre os lugares improváveis é o KPO (www.imaginings.com.sg), bar que divide espaço com uma agência de correio. Durante o dia, o KPO é um café simples, mas lota depois do anoitecer. O segundo andar é aberto, com um agradável terraço onde os clientes disputam os bancos para espiar o tráfego lá embaixo.

"KPO é uma opção alternativa", diz Vanessa Murthy, de 31 anos, enquanto desfruta um drinque com amigos. "Atualmente, a noite de Cingapura tem muita variedade a oferecer."

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