Emprotur Bariloche
Emprotur Bariloche

Bariloche não é apenas para esquiar; veja o que fazer por lá

Queridinha dos brasileiros, cidade tem excelente gastronomia, cervejarias artesanais, diversão para a família e paisagens de tirar o fôlego

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 05h00

SAN CARLOS DE BARILOCHE - Por volta das 8 horas, o avião pousa no aeroporto Teniente Luis Candelaria, a cerca de 11 quilômetros do centro de Bariloche. O que causa estranheza é que, apesar do horário, o dia ainda não tenha amanhecido. Sentar propositalmente na janela e não ver lá do alto as montanhas esbranquiçadas só aumenta a curiosidade de quem está ansioso para ver neve pela primeira vez.

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Tal anseio vai diminuindo ao longo do caminho de cerca de 30 minutos até o hotel, enquanto a cidade vai se revelando aos poucos. No horizonte surgem picos cobertos por uma manta branca que já começa a reluzir o brilho o sol. Logo a névoa se dissipa e um céu azul-turquesa dá as caras, refletido no Lago Nahuel Huapi. Casas e hotéis de madeira, em estilo europeu, completam a paisagem. Apenas o frio – a sensação térmica é de 10 graus negativos – indicam que não se trata de um sonho.

A baixa temperatura, no entanto, pode ser amenizada com o conforto de uma boa xícara de chocolate quente, sorvida com tranquilidade em frente a uma janela com vista para um dos lagos andinos. Mas a verdade é que a ideia de se aventurar montanha abaixo é maior. Por isso, desde as primeiras horas do dia as paradas de ônibus estão lotadas de jovens, crianças e idosos bem agasalhados (e equipados) em direção às estações de esqui. 

ATRAÇÕES

Embora praticar esporte ou brincar na neve seja a maior atração local – a temporada este ano vai até 1.º de outubro –, Bariloche oferece passeios para diferentes perfis de turistas e em qualquer época do ano. Seja grupo de amigos, famílias, casais em lua de mel ou mesmo para quem viaja solo, sempre há algo para fazer. Como percorrer a Rota dos Sete Lagos, ir a uma das 26 cervejarias artesanais da cidade, caminhar ao redor do Lago Gutierrez, contemplar a vista em 360 graus do Cerro Campanário ou ir de barco até a fronteira com o Chile. Para aproveitar melhor, esqueça os pacotes de dois ou três dias e aumente sua estada para uma semana.

Esse é um bom intervalo de tempo para entender se Bariloche é um lugar pequeno destinado a brasileiros que querem conhecer a neve ou se é uma cidade grande que recebe milhares de turistas anualmente. Para mim, é a junção dos dois mundos. Ao mesmo tempo que possui 29 mil leitos, restaurantes variados e uma vida noturna movimentada, a cidade mantém o clima e o encanto do interior. As ruas são estreitas e arborizadas, as pessoas dizem bom dia ao cruzar seu caminho e a natureza é companhia constante. 

BRASILOCHE

Mas não há dúvidas que o apelido de Brasiloche é justificável, especialmente em julho, durante as férias escolares, quando há voos diretos de São Paulo. Marcelo Rollandi, diretor da agência local Select Travel, focada no público brasileiro, conta que o turista do Brasil não quer apenas um passeio: quer que seja divertido. “A diferença está nos detalhes”, diz ele, que conta com 40 brasileiros na equipe da agência. 

A paisagem patagônica é o que mais chama a atenção. Todos os dias, quando abria a janela ao despertar, já era imediatamente contagiada pela imensidão do Nahuel Huapi. Formado por água de degelo de glaciares, o lago de 530 quilômetros quadrados tem até ondas, como o mar. Em alguns momentos, tinha a impressão de estar olhando para um telão, antes de me dar conta que o cenário era real. Melhor então colocar um traje bem quentinho para curtir as poucas horas de luz do inverno.

ANTES DE IR

Aéreo: em julho, há voos fretados diretos a Bariloche, saindo de São Paulo. Senão, é preciso fazer escala em Buenos Aires: a partir de R$ 2.068,93 na Latam e R$ 1.553,94 na Aerolineas. Passagens cotadas para setembro.

 

Site: barilocheturismo.gob.ar

PARA IR POR CONTA PRÓPRIA

Colônia Suíça

Às quartas-feiras e domingos, a feira gastronômica e artesanal da Colônia Suíça é um passeio delicioso. A vila foi o primeiro assentamento europeu da região e hoje segue frequentado por turistas e moradores que vão em busca do curanto, prato típico com carne e legumes assados em um buraco na terra. Meia porção serve 3 pessoas e custa 300 pesos (R$ 40). O lugarejo é despretensioso e aconchegante, longe da movimentação do centro de Bariloche. Fique atento ao horário: os ônibus da linha 10 têm horário fixo e não há muitos após as 18h.

Cascata de los Duendes

Outro passeio possível de ser feito com transporte público é até a Cascata de los Duendes, no Parque Nacional Nahuel Huapi. Basta tomar o ônibus 51 e descer no Lago Gutierrez, logo depois da ponte. Ao todo, são 13 quilômetros e cerca de 20 minutos de percurso. Ao descer na parada, a placa indica que são 2,5 quilômetros até a cachoeira – a caminhada é feita às margens do belo e tranquilo Lago Gutierrez. Leve água e comidinhas para um piquenique, já que não há comércio por perto. O cenário transmite uma paz única e não há grupos enormes de turistas para atrapalhar a contemplação. 

 

 

 

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