Bate-voltas a partir de Milão

Teremos entre sete e dez dias em Milão e gostaríamos de fazer bate-voltas a Veneza, Verona, Bolonha, Ravena e Pádua. Se for necessário pernoitar, como fazemos com as malas? Deixar na estação é muito caro? Depois queremos ir a Roma e a Lisboa. (Mônica e Nelson, São Paulo)

RICARDO , FREIRE, O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2014 | 02h07

A primeira providência num roteiro picadinho é viajar leve. Acredite: dá para viajar o tempo que você quiser com uma mala de quatro rodinhas tamanho M, de até 65 cm de altura quando de pé, mais uma bolsa ou mochilinha. A cada sete dias você investe duas horas numa lavanderia autosserviço para lavar camisetas e jeans. É um inconveniente mínimo, se comparado ao suplício de camelar com uma mala grande que não cabe em trens ou, pior ainda, tentar andar empurrando duas malas.

Deixe a mala no guarda-volumes da estação apenas em caso de pit stop (breve parada numa cidade a caminho de outra) ou em Veneza, onde carregar qualquer mala até o hotel é um sacrifício (organize o que vai precisar na mochila). Não é caro: custa 6 por 5 horas ou 11 por 24 horas.

Bate-voltas são interessantes quando o destino do passeio está a até 90 minutos da sua base. Em casos excepcionais, vá lá: dá para pensar em viajar 2 horas. Mais do que isso, porém, você vai ficar mais tempo no trem do que no lugar onde foi passear.

O bate-volta clássico de Milão é o Lago de Como, que está a uma hora de viagem. Lugano, na Suíça, também tem essa configuração "beira-lago" e está a 1h10 de trem. A bela Turim, a meros 50 minutos, também rende um ótimo passeio de um dia.

Das cidades que você deseja visitar, Bolonha, a 60 minutos, Verona, a 1h22 e, vá lá, Pádua, a 2h07, são destinos viáveis para bate-voltas. Ravena está longe, entre 2h40 e 3h30, com baldeação em Bolonha. Veneza está a 2h35 de Milão e, mesmo que estivesse a meia hora, eu não recomendaria o bate-volta. Se vocês ficarem poucas horas em Veneza vão ter tempo apenas para seguir as multidões que fazem a via turística entre a estação ferroviária, o Rialto e a Praça São Marcos, com direito a voltar de vaporetto. Vocês sairão com a impressão de que a cidade é suja, malcheirosa e lotada. Só quem fica em Veneza (de preferência por mais de uma noite) tem tempo para atravessar para o lado B, nos bairros da outra margem do canal, onde a cidade continua suja e malcheirosa, mas também é deserta, labiríntica e mágica.

Como vocês descerão a Roma, o melhor roteiro para englobar as cidades desejadas é fazer um pit stop em Verona a caminho de Veneza. Programem três noites em Veneza. Se quiserem, podem fazer um bate-volta de uma tarde a Pádua, a 35 minutos de trem. Sigam a Bolonha, fiquem duas noites, façam o bate-volta a Ravena. Sigam de Bolonha a Roma de trem. Voem a Lisboa e de lá ao Brasil.

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