Belém: como aproveitar o Círio de Nazaré

Os paraenses são unânimes ao afirmar que o Círio de Nazaré - este ano, comemorado em 13 de outubro - é "o Natal do Pará". Veja como curtir ao máximo os festejos, neste ou nos próximos anos.

Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2013 | 02h21

A festa religiosa. Enquanto o Natal já foi descaracterizado, o Círio permanece uma festa essencialmente religiosa. Você vai conhecer ateus que são devotos de Nossa Senhora de Nazaré - carinhosamente chamada de "Naza" ou "Nazinha". No Círio, os devotos fazem promessas ou agradecem pedidos atendidos. A promessa mais comum é acompanhar a procissão segurando a corda atrelada à berlinda que carrega a santa. Como não há corda para todo mundo, ela acaba se tornando um cabo de guerra.

A agenda da santa. A adoração à imagem da santa remonta ao tempo em que foi encontrada por um pescador à beira de um igarapé e levada para a casa dele. Diz a tradição que toda noite a santa sumia e reaparecia à beira do igarapé em que tinha sido achada. A solução foi construir junto ao rio (hoje extinto) a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Às vésperas do grande domingo, uma réplica da imagem (tão venerada quanto a original) é levada em uma série de procissões preliminares que evocam aquele vaivém. Na sexta-feira ela vai em procissão rodoviária a Ananindeua. No sábado, volta a Belém em procissão fluvial, depois é levada em moto-romaria a um colégio e, no início da noite, é trasladada à Sé, de onde parte no domingo às 6 da manhã de volta à Basílica.

A festa profana. Não é como na Bahia, mas o Círio também tem momentos profanos. No sábado à tarde, o Arraial da Pavulagem arrasta devotos-foliões do porto de Belém à Praça do Carmo. E, na madrugada de sábado para domingo, na praça em frente ao Teatro da Paz, ocorre a Festa da Chiquita, com shows de drag queens para uma multidão GLS.

O grande domingo. Segui a dica de amigos belenenses e cheguei às 5 da madrugada para pegar lugar na Praça Dom Pedro II, próxima à Sé, de onde sai a santa. Consegui ver a imagem - e sentir a emoção dos devotos - sem precisar entrar no meio da multidão. Se for seguir a procissão, fique longe da corda; quando o cabo se rompe, acontecem tumultos. Na hora do almoço, faça como os paraenses e coma maniçoba e pato no tucupi.

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