Divulgação/AE
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Berlim, por Gui Boratto

A história faz curvas radicais. Na época em que o muro fatiava a cidade em duas, Berlim simbolizava o absurdo da Guerra Fria e de famílias divididas por um sistema político. Já no século 21, a cidade abraçou artistas de todo o mundo, estilos e escolas. Sem preconceitos. Virou sinônimo de vanguarda e agitação cultural. O mais interessante: cobrando muito pouco por isso. A capital oferece desde superclubes a locais com uma dose de decadência e hedonismo, passando por bares descontraídos à beira do Rio Spree.

Fabiana Caso, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2010 | 07h00

 

Para o produtor e DJ Gui Boratto, é o lugar mais interessante do planeta em termos de vida noturna. "Talvez porque tenha vindo do comunismo, é uma cidade mais voltada para a cultura que para o consumismo", arrisca. "A programação musical e a galera são incríveis. Berlim representa hoje o que Londres era há 15 anos."

 

A maioria dos clubes se concentra no lado oriental, perto do antigo muro, e costuma cobrar uma média de 10 de entrada. No bairro de Friedrichshain, próximo à estação de trem Ostbahnholf, Boratto indica uma parada estratégica no Panorama Bar. "De manhã, a pista ainda está animada", conta. "Eles abrem e fecham as persianas: a luz natural entra em flashes, piscando. As pessoas ficam malucas."

 

 

 

Berghain/Panorama Bar

Funciona no prédio de uma usina desativada, com arquitetura típica da 2ª Guerra Mundial. O gigante Berghain (a pista acomoda 1.500 pessoas) ocupa o térreo e toca techno, minimal techno e dubstep. Já o Panorama, no andar superior, tem espaço intimista e abre apenas aos fins de semana. A "door police" é um fato. Para reduzir as chances de ser barrado, vista-se de forma casual e tente não dar pinta de turista.

 

Watergate

Garante uma das mais belas vistas do Rio Spree. No cardápio, techno, house e grandes DJs, como Ellen Allien e Ewan Pearson. Assim como no Berghain, é comum os turistas serem barrados.

 

Club Maria

Tem programação de electro e também shows ao vivo. Aqui, ninguém cria problemas para os visitantes de fora.

 

GUI BORATTO #

 

 Ele estudou arquitetura, é músico e trabalhou como produtor. Mas a realização veio com o reconhecimento de suas composições. É com uma mistura melódica de minimal, house, sons orgânicos e atmosféricos que Boratto vem conquistando o mundo. ‘Beautiful Life’ e ‘No Turning Back’ ultrapassaram todas as fronteiras. No último verão europeu, fez 28 apresentações, tocando em famosos festivais.

 

Onde já tocou

Em todos os países da Europa ocidental. Muitos do leste europeu (Romênia, República Checa, Rússia) e asiáticos como o Japão.

 

Cidade das melhores baladas

Berlim. Mas também adora a atmosfera de Barcelona.

 

Clubes favoritos

Panorama Bar, que fica acima do Berghain, em Berlim.

 

Por quê?

"Tem uma arquitetura especial, parece um bunker. É charmoso, a cabine do DJ fica suspensa por correntes em uma estrurura de ferro, que até balança. E a programação musical é ótima."

 

Top 5 de pista

1) Ian Simmonds The Esel (Dave Aju Remix)

2) Patrick Chardronnet Eve by Night

3) Solvent Loss For Words

4) Jin Choi Hurtlocker

5) Hobo

 

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