Biarritz fora da temporada. E ainda com sol

Os turistas já voltaram para casa, deixando espaço para quem quiser curtir as praias desse balneário francês, que reúne estrutura de destino sofisticado e atmosfera descontraída

Carla Miranda, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2010 | 01h32

A alta temporada chegou ao fim e a maioria dos turistas já voltou para casa. Mas o sol continua dando o ar da graça em Biarritz, a queridinha dos surfistas e dos que gostam de praia no sudoeste francês. Em outubro, a temperatura fica perto dos 20 graus em vários dias - no alto verão, em agosto, a máxima não passa dos 24. Para brasileiros, o destino tem vantagens adicionais em relação à Riviera Francesa. As praias de Biarritz são de areia, como as nossas (e não de pedrinhas, caso de Nice e Cannes), e públicas (na Riviera, restaurantes tomam conta dos melhores trechos e cobram caro pelo aluguel de um guarda-sol ou uma espreguiçadeira).

Baleia à vista

O Port des Pêcheurs guarda lembranças do tempo em que os barcos saíam dali para caçar baleias no Golfo de Biscaia e até hoje é rodeado por algumas casinhas tipicamente bascas, com fachadas brancas e detalhes pintados de vermelho ou de azul. Um parênteses: estamos no lado francês do território que seria do País Basco e a 40 minutos da espanhola San Sebastián, por

exemplo. No mar da cidade, em vez dos barquinhos dos pescadores, agora estão estacionados iates e lanchas de moradores e de visitantes.

Muita onda

Foi nos idos dos anos 1960 que o surfe chegou às praias de Biarritz e de lá para cá os fãs de ondas nunca mais deixaram aquelas paragens, a ponto de a cidade ser considerada uma das capitais europeias da modalidade. Referências às pranchas estão por todo lado (como na placa desta lanchonete) e as escolas de surfe oferecem aulas de um dia e clínicas para quem quiser se especializar. Se estiver disposto a se arriscar nas manobras, tente fazer reserva assim que puser os pés em Biarritz - os treinamentos para novatos ficam suspensos em dias de maré alta.

Relax absoluto

A Grande Plage é a preferida dos surfistas e dos bodyboarders, mas quem busca um pouco de sossego fica feliz de estender a canga nas areias da Plage Port Vieux, pequenina e bem mais reservada.

Cartão-postal

A Rocher de la Vierge disputa com o farol, do outro lado da orla, no fim da Avenida de l"Imperátrice, o título de cartão-postal da cidade. A imagem foi colocada na enorme pedra em 1865, para proteger os pescadores, constantemente vitimados por naufrágios. A passarela metálica que liga as pedras é atribuída a Gustave Eiffel. Em dias claros, dá para ver dali as praias espanholas.

O que você precisa saber

Como ir: Com o TGV, a viagem dura cinco horas e custa, em média, R$ 400. Mais informações: raileurope.com.br. De avião, o trajeto leva uma hora e meia, e sai por a partir de R$ 160 (easyjet.com)

Onde ficar: o hotel-restaurante Le Caritz (lecaritz.com) é opção charmosa com diária honesta para o padrão Biarritz. Quartos a 100, para casal. No Hôtel du Palais (hotel-du-palais.com), requinte e história estão garantidos. O palácio foi erguido por Napoleão III e dado à sua amada, Eugénie. Diárias a 425 (casal)

Onde comer: especializado em frutos do mar, o Chez Albert (chezalbert.fr; menu a 40) é uma instituição na cidade. O Le Caritz tem restaurante com varanda e o Vila Eugénie, no Hôtel du Palais, é detentor de uma estrela Michelin

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