Vítor Marques/Estadão
Uma das lojas do Quadrilátero, bairro de Bolonha Vítor Marques/Estadão

Bolonha, destino da Itália de comer com os olhos

Esqueça a balança, advertem os moradores de ‘a gorda’, apelido que a cidade ostenta com prazer e muito mérito

Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 05h00

BOLONHA - As ruas estreitas do centro histórico e as paredes de tons alaranjados e avermelhados promovem uma sensação de acolhimento em meio ao frio de 7 graus e a chuva fina que já anunciavam a chegada do inverno. Este traço arquitetônico singular permite caminhar sem pressa e descobrir os segredos, os significados e os bons pratos do Quadrilátero, o microbairro de Bolonha, uma cidade que mantém, desde a Idade Média, a vocação gastronômica do coração da Emília Romana, no norte da Itália.

O antigo mercado da cidade de quase 400 mil habitantes representa um quadrante, daí o nome, delimitado por quatro ruas: Via Rizzoli, Via Castiglione, Via Farini, Piazza Galvani and Via dell’Archiginnasio. Está às costas da Piazza Maggiore – apenas “la piazza”, para os bolonheses. Aqui se tem a noção de como a gastronomia define essa região.

Até quem nunca viajou à Itália conhece a fama da culinária, das pizzas e principalmente das massas. Imagine o que isso significa para uma cidade e uma região que se vangloriam de ter a melhor gastronomia do país. O molho à bolonhesa que ganhou variações pelo mundo nasceu aqui. A rica salumeria (frios e embutidos) é outro traço local.

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“Esqueça a balança durante a viagem”, disse-me a primeira italiana de Bolonha que conheci tão logo desembarquei, vindo de Roma, no aeroporto Guglielmo Marconi, a 7 quilômetros do centro de Bolonha. Ouvi de diversas pessoas ao longo da viagem explicações sobre a singularidade dos produtos locais, o modo de preparo peculiar e a origem dos pratos.

 

Mas se estamos falando de comida, cabe uma explicação rápida: por aqui, não existe nos menus o tal espaguete à bolonhesa como o conhecemos (ou imaginamos). O famoso prato chama-se tagliatelle al ragù: uma massa cortada em tiras com molho à base de carne moída. Outros clássicos da cidade são o tortellini e o tortellacci – massas recheadas, outra marca da Emília Romana. Esses pratos custam entre 7 euros, nos restaurantes mais simples, e 12 euros, nos lugares mais sofisticados.

Sem dúvida, come-se bem por aqui. E, ao se aventurar pelos menus completos – antipasti, primo piatto, secondo piatto e dolci (antepasto, entrada, prato principal e sobremesa) –, rapidamente compreende-se o porquê de a cidade ser carinhosamente chamada de “la grassa” ou “a gorda”. Em cinco dias pela região, tive de dosar a refeição: às vezes pulava um prato, geralmente o segundo, ou a sobremesa. Foi a maneira que encontrei para caminhar depois do almoço ou do jantar e conhecer a cidade, em especial o centro, a pé.

 

Sob proteção. Bolonha, aliás, é um convite às caminhadas. Saindo do Quadrilátero, ande pela Via dell’Indipendenza, a principal avenida, que liga as estações de trem e de ônibus ao centro. O pequeno comércio domina o pedaço. Ali está outra marca da cidade: os pórticos, estruturas cobertas que transformam as ruas em galerias a céu aberto e que, somada toda a sua extensão, chegam a 45 quilômetros. Faça chuva ou sol, você e suas compras estarão protegidos. 

Não vá embora sem passar por aquela que é considerada a mais antiga da Europa, cuja data de fundação é de 1088: a Universidade de Bolonha, aberta a visitação. Daqui vem um outro apelido da cidade: “a sábia”. 

 

Há ainda ótimos museus como o Museu Cívico Arqueológico, o Mambo (Museu de Arte Moderna) e galerias que valem uma parada com mais tempo. Para uma vista panorâmica, vá até a Le Due Torri, as torres mais altas que restaram na cidade. Pode-se subir a torre Asinelli.

Bolonha presta-se bem a um bate-volta desde Milão (1h15 de trem) ou Florença (40 minutos) – cada trecho custa de 10 euros a 20 euros. Mas, se quiser ficar mais tempo pela Emília Romana, a cidade é a base ideal para visitar outros pontos: Parma, Ferrara, Modena e Maranello – estas duas últimas são cidades que certamente estão no mapa dos apaixonados por automobilismo. As sugestões para este roteiro você encontra a seguir. 

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SAIBA MAIS

Aéreo: São Paulo-Bolonha-São Paulo, com conexão, desde 908 euros (R$ 3.650) na Alitalia; e R$ 3.393 na Latam

Trem: para compra antecipada das passagens de trem indicadas nesta reportagem: tremitalia.com.br.

 

Onde se hospedar:

Em Bolonha: o Grand Hotel Majestic già Baglioni é um palácio, construído no século 18 a pedido de um cardeal, que foi transformado em hotel cinco-estrelas no centro da cidade. Os quartos, com decoração de época, são espaçosos, e o café da manhã, excelente. A partir do hotel, é possível conhecer os principais pontos turísticos a pé – está a poucos metros da Piazza Maggiore. Para quem busca luxo e comodidade. Diárias começam em 315 euros: grandhotelmajestic.duetorrihotels.com.

Em Parma: simpático, confortável e com quartos espaçosos, o Grand Hotel De La Ville não apresenta, no entanto, o luxo que a classificação cinco-estrelas sugere; está mais para funcional. Está a 10 minutos a pé do centro histórico e da catedral. Desde 160 euros a diária: grandhoteldelaville.com

Em Modena: o Hotel Milano Palace pertence à rede econômica Best Western. O quarto é pequeno, mas não exageradamente apertado, e o café da manhã, simples. A vantagem é estar perto da estação de trem e do centro da cidade. Diária desde 140 euros: milanopalacehotel.it.

*O repórter viajou a convite da Enit e Alitalia. 

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Selo de origem, uma ideia levada a sério na região

Conheça melhor os ingredientes da região e decida o que comer

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 03h30

Produtos locais que levam selos de origem controlada são sempre os destaques nas barracas que vendem produtos frescos em feiras ao ar livre e nas osterias, os pequenos e simpáticos restaurantes tipicamente italianos que fazem a alegria dos visitantes na zona do Quadrilátero de Bolonha.

Basta dar uma olhada nos menus para se ter uma ideia do quanto é importante, aqui, o local de produção daquilo que se leva à boca: mortadella di Bologna, prosciutto di Parma, culatello di Zibello, parmigiano reggiano, aceto balsamico di Modena. O vinho local é o frisante Lambrusco, que vai bem com os embutidos.

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Todas essas iguarias e produtos são feitos na Emília Romana. A região têm registrados 42 produtos com selos DOP (Denominação de Origem Protegida) e IGP (Indicação Geográfica Protegida).

Você encontra tudo isso à venda pelas ruas do Quadrilátero, para comer lá mesmo ou levar. Um bom passeio em Bolonha é andar de osteria em osteria no fim da tarde, provando pequenas porções de embutidos e outras delícias locais, até decidir onde e o que comer no jantar. Entenda melhor os ingredientes da região. 

 

Mortadella di Bologna

A mortadela nasceu em Bolonha, onde é reverenciada. Presente nos menus como entrada (antipasti) ou, claro, como recheio nos paninis (sanduíches). É rosada, úmida e perfumada.

Parmigiano reggiano

O “verdadeiro” parmesão. Um dos queijos de origem controlada mais conhecido em todo o mundo. Os que são envelhecidos por mais tempo (24 a 36 meses) têm sabor marcante. 

 

Culatello di Zibello

É a parte mais nobre do pernil suíno e tem sabor mais forte que o conhecido presunto parma. Raro – só 12 salumerias podem produzí-lo na região –, o quilo custa até 100 euros.

Aceto Balsamico di Modena

O aceto balsâmico tradicional é feito a partir do mosto da uva. Não leva nenhum corante. O tempo de envelhecimento em barris de carvalho é de no mínimo dois anos. Um vidrinho de 100 ml pode custar 80 euros. 

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Novo complexo é 'parque temático da gastronomia'

São vários os superlativos para definir o novo Fico Eataly World

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 03h30

“Disneylândia da gastronomia”, “maior parque dedicado à gastronomia”, “maior parque agroalimentar do mundo”. O que não faltam são superlativos para tentar definir o novo Fico Eataly World, megaespaço de 100 mil metros quadrados dedicado à culinária italiana, que foi inaugurado em novembro, a 20 minutos de Bolonha.

A entrada é gratuita e há ônibus que partem da estação de trem da cidade a cada 30 minutos, por 7 euros (ida e volta). O funcionamento é diário, das 10 horas à meia-noite. 

O projeto envolveu a prefeitura, o governo local e o empresário Stefano Bonaccini, fundador do Eataly, o mesmo de São Paulo, Nova York e outras tantas cidades do mundo. Também são parceiras da iniciativa cerca de 150 marcas italianas. O complexo levou quatro anos para ser construído e teria consumido, segundo jornais europeus, 120 milhões euros (R$ 480 milhões) em investimentos.

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Criado para estimular o turismo na região, o projeto é ambicioso. Pretende levar 6 milhões de visitantes por ano, sendo 2 milhões vindos do exterior. Aqui, a ideia é promover a gastronomia italiana, enaltecer o hábito de produzir localmente e vender produtos feitos dentro do próprio Fico. O complexo conta com espaço para cultivo de espécies, hortas e estábulo com animais.

Apelido. A sigla Fico quer dizer Fabbrica Italiana Contadina (Fábrica Italiana Camponesa). Mas a palavra em italiano também significa figo ou figueira – um trocadilho esperto, já que “figo” é também gíria local usada como sinônimo de “legal”. 

O Fico tem o mesmo funcionamento que celebrizou a marca Eataly pelo mundo: trata-se de uma enorme supermercado onde se pode comprar ingredientes e produtos diversos, e também um ponto turístico que reúne cerca de 45 opções de alimentação, desde comida rápida com preços a partir de 5 euros até restaurantes sofisticados. 

O espaço me deu a sensação de um supermercado permeado de praças de alimentação como as de shopping centers – um modelo que agrada alguns e incomoda outros. O passeio, contudo, fica mais interessante se você agendar algum dos workshops que ocorrem todos os dias – para fazer massas, pizzas, biscoitos, degustar vinhos, cervejas, aprender jardinagem e mais. Há ainda tours guiados pelo complexo, desde uma visão geral até os específicos para conhecer, por exemplo, a criação de abelhas e a produção de mel. Custam, em média, 20 euros. Agende no site: eatalyworld.it

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Onde se deliciar na Bolonha

Quatro restaurantes para saborear o melhor da região

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 04h30

Mercato di Mezzo

Durante anos o que hoje é conhecido como Quadrilátero se chamava Mercato di Mezzo. Hoje, o mercado propriamente dito é restrito a um antigo galpão coberto. Mas o espaço foi remodelado e ganhou nova cara em 2014. No térreo, estão as principais opções para comer. A configuração é a de uma praça de alimentação com mesas compartilhadas. Fica na Via Clavature, 12, e abre diariamente, das 9h à meia-noite.

Salumeria Simoni 

Tradicional salumeria do Quadrilátero. É até difícil escolher o que pedir entre queijos e as variadas opções de embutidos. Há dois endereços, mas é na Via Pescherie Vecchie, 3/B que se pode pedir algo rápido e comer em mesinhas altas nas calçadas: salumeriasimoni.it.

Twinside 

Em uma travessa da Via dell’Indipendenza fica este pequeno e aconchegante bistrô. O jazz que toca no som ambiente torna ainda mais agradável o jantar, que tem como destaque as massas caseiras e os bons vinhos: twinside.net.

La Capriata 

Este espaçoso (e algumas vezes um pouco barulhento) restaurante é um ótimo endereço para experimentar o clássico tagliatelle al ragù ou a tradicional lasanha: lacapriata.it

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Conheça também os monumentos e museus da Bolonha

Três paradas imperdíveis por seus pontos turísticos

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 03h30

Museu Cívico Arqueológico

Mantém uma das coleções arqueológicas mais importantes de toda a Itália. Há relíquias etruscas e também do período romano. O museu, que foi inaugurado em 1881, ocupa um palácio construído no século 15. Se for durante a semana, vá cedo, porque o museu abre às 9h e fecha às 15h. Aos sábados e domingos, funciona das 10h até as 18h30. Custa 5 euros: museibologna.it/archeologico.

 Le Due Torri

“A torre medieval inclinada mais alta do mundo”, como é apresentada, é um dos passeios mais incríveis em Bolonha. Prepare-se para subir a pé os 498 degraus até a altura de 97 metros – e admirar uma vista incrível. A torre foi construída no começo do século 12. O ingresso custa 5 euros; abre das 9h30 até 19h30 (março a novembro) ou até 17h45 (novembro a fevereiro): duetorribologna.com

Mambo  

Um dos principais museus de arte moderna e contemporânea da Itália, o Mambo traz uma perspectiva da história do país a partir da Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje. Além das coleções permanentes, recebe exposições itinerantes. Entrada a 6 euros. Fecha às segundas-feiras. Terça a quinta e domingo, das 10h às 19h; sextas e sábados, até as 20h: mambo-bologna.org

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Em Módena, obras de arte com rodas

Museus da Ferrari são obrigatórios para amantes do automobilismo

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 04h30

MÓDENA - Ao final da exibição de um filme sobre Enzo Ferrari, os créditos surgem na tela reforçados pela voz do tenor Luciano Pavarotti. Um agradecimento especial vai para os tiffosi. O público bate palmas. Alguns se emocionam. Mas não estamos em um cinema, e sim em um museu dedicado a vida do fundador daquela que talvez seja a marca de carros mais famosa e mais desejada do mundo: a Ferrari.

Inaugurado em 2012, em Módena, o Museu Enzo Ferrari é menos famoso que o Museu Ferrari, que fica na cidade vizinha de Maranello, ao lado da fábrica da marca. Porém, foi em Módena que nasceram Enzo e a Ferrari – além do tenor Pavarotti, e é por isso que ele também está presente na apresentação do museu. 

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Complexo que reúne um prédio futurista construído ao lado de um edifício histórico, este museu é mais uma das atrações do chamado Vale do Motor, cujo eixo principal é Modena, a 45 quilômetros de Bolonha, no norte da Itália.

Para chegar lá a partir de Bolonha, use o trem. O trajeto leva cerca de 25 minutos e o passagem custa 4 euros por trecho. Da estação de trem em Módena, um ônibus faz o trajeto entre o Museu Enzo Ferrari e o Museu Ferrari, em Maranello, por 12 euros (ida e volta). O ingresso combinado custa 26 euros.

 

Paixão. O Museu Enzo Ferrari é o ponto de partida para quem é, como os italianos, apaixonado por carros e automobilismo. É nesta região onde se concentram as mais veneradas (e exclusivas) marcas de automóveis do mundo: Ferrari, Lamborghini e Maserati, além das motos, como a Ducati. É possível visitar museus e coleções de carros das marcas e até mesmo o interior de algumas fábricas, desde que se agende previamente o passeio (leia mais abaixo). 

O museu em Módena se tornou mais um pit stop para os ferraristas. Primeiro porque ele resgata a vida do criador do mítico carro. Um dos prédios do museu, o mais antigo, funcionou como oficina mecânica do pai de Enzo, Alfredo, e também como casa da família onde nasceria, em 1898, o criador da escuderia. Fundada em 1929, a Ferrari só se mudou para Maranello depois da 2.ª Guerra Mundial, em 1947, quando construiu sua primeira fábrica. Hoje, esse edifício voltou a ser de propriedade da Ferrari. Aqui você verá uma coleção de todos os motores usados pela escuderia.

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Já o edifício novo é um projeto do arquiteto Jan Kaplicky. É construído em formato de um capô – o telhado é amarelo, cor oficial da Ferrari. Neste pavilhão estão as exibições temporárias, que costumam ser duas por ano. A mostra atual, Driving with the Stars, reúne Ferraris de passeio que pertenceram a celebridades diversas, como Gordon Ramsay, Eric Clapton e, mais uma vez, Pavarotti. A cada meia hora, exibições dão a sensação de estar em um cinema. São 19 projetores espalhados pelas paredes. 

Já o Museu Ferrari, em Maranello, é uma ode à escuderia. Lá se conta a história da marca no automobilismo, dos carros e dos pilotos que marcaram época. O passeio pode incluir uma visita pela parte interna da fábrica, feita dentro de um ônibus. É possível ver os dois museus, separados por uma distância de 20 quilômetros, no mesmo dia. 

 

Para ver mais. Patrimônio da Unesco desde 1997, a Catedral de Módena (ou Duomo, como a chamam os locais) foi construída em 1099 e faz parte de um dos conjuntos de arte românica mais importantes da Europa – junto com a Piazza Grande e a Torre Ghirlandina (ou Cívica), que tem 88 metros de altura e pode ser visitada. 

Luciano Pavarotti também tem sua própria casa museu em Módena, a 15 minutos de carro do centro histórico. O lugar guarda pertences pessoais e lembranças de amigos e alunos. Custa 8 euros: casamuseolucianopavarotti.it

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Passeios no vale do motor e bate-voltas

Lugares para saber mais sobre carros e para fazer bate-voltas

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2018 | 04h30

Coleção Umberto Panini 

A família Panini é apaixonada por automobilismo. Umberto foi um dos fundadores da editora Panini, famosa pelos álbuns de figurinhas. Este é um museu privado que reúne uma das maiores coleções de Maseratis do mundo. Há modelos desde os anos 30 até os anos 70. É preciso solicitar a visita por e-mail west@hombre.it; aberto apenas de março a outubro. Site: paninimotormuseum.it

Museu Lamborghini

Fica em Sant’Agata Bolognese, a 20 km de Módena, e está conectado à fábrica da marca. É um passeio sobre a história da marca que renovou o design dos carros esportivos ao lançar o Miura, em 1966. Este é o carro que abre a exposição. Com agendamento no site, é possível visitar a fábrica. Custa 15 euros, apenas o museu, ou 75 euros, com a área de produção. Site: lamborghini.com/it-en/experience/museo.

Autódromo de Módena

Quer fazer um test drive em uma Ferrari de competição numa pista de verdade? O autódromo de Módena é uma opção para aqueles que sonham acelerar o esportivo. Antes, é preciso fazer uma aula básica com um instrutor. Custa 130 euros (duas voltas no circuito como acompanhante) e 950 euros (cinco voltas, quatro delas dirigindo, com uma Ferrari 458 Italia Challenge). É preciso fazer reserva pelo site: autodromodimodena.it

BATE-VOLTAS

Parma

A cidade conhecida pelo seu presunto cru e pelo queijo parmigiano reggiano reserva construções preciosas para serem admiradas em uma visita de um dia. A principal é o Palazzo della Pilotta, que reúne edifícios que começaram a ser construídos no século 16. Hoje, o lugar abriga a Galeria Nacional de Arte, o Museu Arqueológico, a Biblioteca Palatina e o Teatro Farnese – uma preciosidade de estilo barroco que foi quase todo destruído durante a 2ª Guerra Mundial, posteriormente reconstruído e reaberto em 1962. Parma está a 100 km de Bolonha; são 55 minutos de trem (7,50 euros por trecho). 

Ferrara

A 53 km de Bolonha, meia hora de trem (5 euros o trecho), a cidade preserva muito de sua arquitetura medieval. O Castelo dos Este, patrimônio da Unesco desde 1995, é o principal monumento, com sua planta quadrada, suas quatro torres de vigilância e cercado por um fosso. Visite ainda a Catedral de São Jorge, cuja história remonta ao século 12. 

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