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Bonito

Preservar, sempre

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Adjetivos para descrever a cidade afloram como as águas cristalinas que renderam fama a Bonito (MS). Referência na gestão do ecoturismo no País desde os anos 1990, a cidade, a 312 quilômetros de Campo Grande, soube explorar suas riquezas naturais como poucas.

Por conta disso (e por seu potencial de atrair tanto famílias quanto viajantes atrás de emoções mais fortes) é que Bonito está nesta lista. E também na dos 100 Destinos Mais Sustentáveis de 2014, elaborada pela Green Destinations, organização não governamental focada em avaliar a preservação de lugares turísticos.

A cidade de 20 mil habitantes conta com dois voos semanais da Azul saindo de Viracopos e outros fretados pela CVC, além de 5 mil leitos em 80 hotéis. A visitação com preços tabelados para as atrações, por meio de um voucher emitido pela prefeitura e vendido por mais de 50 agências de turismo, é um modelo almejado por vários destinos. Apesar da fama, Bonito recusa o rótulo de cara, atribuindo à limitação de visitantes e à boa infraestrutura os preço elevados dos pacotes, que, em geral, incluem almoço e equipamentos. 

No ano passado, Bonito recebeu 240 mil viajantes, apesar de ter capacidade para muitos mais em suas mais de 40 atrações. Pelo aplicativo Guia Bonito, dá para montar sua própria programação. A flutuação no Rio Sucuri (R$ 168) é a mais clássica e obrigatória. Munidos de máscara, snorkel, coletes salva-vidas e roupas de neoprene – a água é fria –, os turistas descem com a suave correnteza na companhia de dourados, piraputangas e outros peixes. 

A cor e a limpidez da água da Gruta do Lago Azul (R$ 60), principal cartão-postal de Bonito, são outro destaque. Os quase 300 degraus de uma escadaria rústica não são nada perto da beleza do poço de mais de 90 metros de profundidade. Mais alta do Estado, com 157 metros, a Cachoeira da Boca da Onça é um passeio de um dia (R$ 196) que percorre uma trilha fácil de quatro quilômetros. Para fartura de cascatas, o Parque das Cachoeiras (R$ 125) oferece seis opções de quedas com águas cristalinas e uma tirolesa. 

O Abismo Anhumas é para os radicais. Um rapel de 70 metros leva a uma caverna submersa com formações cônicas de calcário, onde se pode flutuar ou mergulhar com cilindro (desde R$ 575). Caro, mas restrito a 16 visitantes por dia.

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