Mônica Nóbrega/Estadão
Mônica Nóbrega/Estadão

Braamfontein: o point dos mais descolados de Johannesburgo

Do outro lado da ponte Nelson Mandela a partir de Newtown, o Neighbourgoods Market mistura visual caprichado e comida típica

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

19 Maio 2015 | 03h00

JOHANNESBURGO - O fim de semana da juventude moderna de Johannesburgo começa em Braamfontein, área do outro lado da Ponte Nelson Mandela a partir de Newtown, o centrão da cidade. Todo sábado, das 9 às 15 horas, o Neighbourgoods Market ocupa os dois andares mais baixos de um prédio modernista com barracas de comida, um bar onde se pode encomendar drinques e um pouco de artesanato local.

O visual caprichado é pré-requisito. Não porque exista alguma seleção na entrada, como em baladas, mas porque é assim que todo mundo vai estar. Ver e ser visto é um dos grandes baratos do lugar, e a variedade de modelos e penteados é inspiradora. 

LEIA MAIS: Uma nova e descolada Johannesburgo

A entrada pelo número 73 da Rua Juta é marcada por um varal de letras recortadas que formam o nome do mercado. Foto ali é um souvenir. A primeira banca vende carnes curadas, coisa tão tradicional na África do Sul que pode ser comprada por toda parte em tiras, na forma de petiscos. Chamam de biltong. E biltong, aviso, vicia. 

De facão em punho e avental vermelho, o performático vendedor das carnes vai lascando peças de porco, boi e linguiças, seja para montar porções ou servir uma degustação para curiosos. 

Com o paladar salgado, comprei por 35 rands (R$ 8,80) um suco de maçã, limão, abacaxi e menta vendido como detox na barraca Juiced Co., que, entre as opções menos convencionais, tem uma de avelã, baunilha, sal, água e café. Tudo cru e bom para a saúde, garantem. 

LEIA MAIS: Prazeres da carne e restaurantes tradicionais

LEIA MAIS: Maboneng, síntese da Johannesburgo jovem e criativa

É festa. Mas é com uma taça de champanhe em mãos, comprada na banca de ostras, que sigo para o ponto mais festivo e concorrido: o terraço. A vista é para um grafite do rosto de Mandela e para os brechós e bares do quarteirão em frente, que fazem de Braamfontein o badalado enclave cultural que é atualmente. 

É uma área boa para hospedagem mais em conta. Como quase tudo por ali, o Bannister Hotel faz a linha moderno e tem tarifas desde 575 rands (R$ 145) por quarto. A desvantagem é a vizinhança barulhenta às sextas e sábados, dias de vida noturna agitada. Para curtir alguns dos melhores shows de boa música de Johannesburgo, basta virar a esquina. Logo ali está o clube de jazz The Orbit.

LEIA MAIS: Cultura, compras e lazer na 44 Stanley

Almoçamos antes de deixar o mercado – e depois de assistir a um minishow do estilo e à performance dos vendedores da barraca de frango frito, uma espécie de jogral com palavras em zulu. Tem de tudo, até hambúrguer e paella. Preferi especialidades de Durban: feijão branco com molho adocicado, arroz com frango e muita pimenta e, para rebater, uma cerveja do tipo ale Whale Tale, da Cidade do Cabo. Tudo por cerca deR$ 35. 

*Viagem a convite da Four Seasons e South Africa Airways, com apoio de South African Tourism. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.