Jaime Borquez/Divulgação
Jaime Borquez/Divulgação

Brinde na cobiçada geleira San Rafael

Cinco horas de navegação em um catamarã para ir, outras cinco para voltar. No meio, uma hora e meia de puro deslumbre, entre blocos de gelo que se desprendem de paredões de até 100 metros de altura. A visita à geleira San Rafael é o passeio mais desejado em Aysén, este trecho da Patagônia chilena.

Puerto Chacabuco, O Estado de S.Paulo

07 Março 2017 | 03h50

Em Puerto Chacabuco iniciamos a viagem embarcando no catamarã Del Sur por volta das 7 horas da manhã. A embarcação tem dois andares – o de cima, com sofás e um bar, é o mais descontraído –, área externa, capacidade para até 120 pessoas e navega a uma velocidade média de 45 quilômetros por hora. No trajeto de 200 quilômetros até a geleira San Rafael há tempo para refeições, incluídas no preço de 200 mil pesos chilenos (R$ 960; bit.ly/catamaradelsur). O ceviche de salmão, servido com vinho branco ou tinto, estava ótimo.

Durante o percurso, montanhas verdes em contraste com seus próprios cumes cobertos de neve desfilam diante dos olhos dos visitantes. Também é possível observar salmoneiras, pequenas estruturas para a pesca de salmão. Já avistar os leões-marinhos é questão de sorte: naquele dia, apareceram apenas uma vez, e mesmo assim num rápido aceno.

Como icebergs. Finalmente chegamos à Laguna San Rafael, no parque nacional de mesmo nome. Na aproximação da geleira, podemos observar grandes blocos de gelo azulados que boiam nas águas, resultado do desprendimento da parede glacial causado principalmente por mudanças climáticas. Alguns lembram icebergs.

A majestosa geleira tem até 2 quilômetros de largura. O catamarã se mantém a uma distância segura do paredão, e os turistas, equipados com itens de segurança, são separados em pequenos grupos para embarcar em botes. Piloto, copiloto e guia são responsáveis por levar os visitantes o mais perto possível da geleira – e isso significa cerca de 500 metros de distância, dada a dificuldade de desviar dos cada vez mais numerosos blocos de gelo flutuantes.

De volta ao catamarã, é hora de seguir para o bar, onde são servidos o drinque tipicamente chileno, pisco sour, e o “uísque milenário”, servido com o gelo formado há milhões de anos, recolhido nos arredores da geleira San Rafael. Feito o brinde, a viagem de volta a Puerto Chacabuco é animada por música tradicional chilena e até um karaokê a bordo.

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