Marcelo Auler/AE
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Búfalos para passear ou apenas tirar foto

Dóceis, animais são opção de diversão com risco zero

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2009 | 02h17

Os búfalos têm papel fundamental no cotidiano da Ilha de Marajó. Os rebanhos, concentrados no lado leste, são usados para puxar carroças e servir de montaria. Também fornecem carne para pratos típicos e couro, bastante usado para a produção de calçados e outros objetos artesanais (leia mais na página 6).

Tantas atribuições tornaram os búfalos mais uma atração turística da região. Inclusive pela curiosidade que despertam a respeito de sua origem. Conta-se que um navio carregado com os animais, que estaria a caminho das Guianas, afundou na costa de Marajó. Os búfalos sobreviventes conseguiram nadar até a terra firme e se adaptaram ao clima - apesar do calor forte, que os leva a ficarem com o corpo inteiro mergulhado quando o sol está forte.

VOLTINHAS

O passeio turístico no lombo de um búfalo raramente ultrapassa uma voltinha ao redor de um campo gramado. Totalmente domesticados e dóceis, os animais são puxados por funcionários das fazendas. Risco zero para o turista e garantia da tradicional foto.

 

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Mas os interessados em uma montaria mais livre e autônoma podem conversar com o adestrador do animal. Em geral, também existe essa opção. Outra alternativa são as carroças puxadas por búfalos. Na Fazenda Araruna, o tour de duas horas custa R$ 25 por pessoa.

A cavalgada é outro programa possível. Na Araruna, a rota com 1h30 de duração passa pelos campos e mangues que circundam a fazenda. O percurso tem, no total, 4,6 quilômetros de extensão.

À MESA

Apesar de os moradores da ilha fazerem alarde sobre o sabor superior da carne de búfalo, uma iguaria local, a verdade é que ela é tão macia quanto qualquer bife convencional de filé mignon. Bem mais saboroso que sua versão vendida nos supermercados de grandes cidades é o queijo marajoara.

Apresentado em barras, fica mais cremoso que uma mussarela de búfala comum. Outra delícia é o peixe conhecido como filhote (piraíba de água doce pescada antes de chegar a 60 quilos), servido grelhado com molho de castanha, com manteiga e alcaparras, ao alho e óleo ou cozido como caldeirada. No cardápio da Pousada dos Guarás, o tradicional pato no tucupi ganhou uma nova versão, com codorna.

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