Priscila Mengue/Estadão
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Cachoeiras, trilhas e outros encantos da Chapada dos Guimarães

A apenas 50 quilômetros de Cuiabá, parque nacional é uma opção de lazer democrática e com boa infraestrutura próxima

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 04h00

O acesso fácil de Cuiabá, distante apenas 50 quilômetros, faz com que o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães seja um destino democrático. Frequentada tanto pela população quanto por turistas, tem farta oferta de cachoeiras, belas paisagens e infraestrutura, com muitas opções de pousadas, hotéis e restaurantes. 

O principal cartão-postal é o mirante da cachoeira Véu de Noiva, com acesso livre e gratuito entre 9h e 16h. A queda d’água, de 86 metros de altura, pode ser admirada do alto, em uma trilha curta e fácil. Ainda é possível avistar (ou, na falta de um binóculo,  pelo menos ouvir) as araras-vermelhas que mantêm ninhos nos paredões.

Não é permitido se aproximar do Véu de Noiva, mas há outras duas cachoeiras para se refrescar do calor: a dos Namorados e a Cachoeirinha. Para chegar a elas, as trilhas são simples e dispensam a companhia de um guia. 

Com tempo livre, dá para investir no  Circuito das Cachoeiras, percurso que percorre seis quedas d’água (7 de Setembro, Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Independência) e duas piscinas naturais. Com exceção da Independência, todas as cachoeiras permitem banho.

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O circuito tem seis quilômetros (ida e volta) e somente pode ser percorrido com guia credenciado. Os valores podem variar de R$ 140 a R$ 250 para duas pessoas. A entrada é permitida a partir das 8h30, com saída até as 17 horas.

A trilha atravessa vegetação característica, como as canelas-de-ema, espécie de arbusto símbolo do cerrado e conhecida por entrar em autocombustão no clima seco. O caminho exige esforço moderado, com poucas subidas. As águas são gélidas e transparentes, com locais mais rasos para quem prefere se banhar onde dá pé.

Esculpida pela natureza 

Voltamos a encarar os paredões da Chapada ao percorrer o caminho da Cidade de Pedra. O trajeto até a entrada da trilha é de chão batido, onde apenas veículos 4X4 conseguem chegar. 

Deixamos o carro logo na entrada do parque e seguimos pela trilha, ouvindo as explicações do guia sobre a vegetação e a fauna local. Logo nos deparamos com formações rochosas, que lembram ruínas de alguma construção antiga e deteriorada. Com a ação da natureza, as rochas ganharam desenhos e uma  aparência de pilares.

Seguimos, então, pelo caminho de chão alaranjado até chegarmos ao primeiro mirante. Ali percebemos que estávamos também em cima de um dos paredões. De lá, a 350 metros de altura, uma vista panorâmica das formações de arenito,  que ficam em tom ainda mais avermelhado com a proximidade do entardecer. A trilha é leve e não exige grandes esforços físicos. 

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O custo do passeio varia de R$ 250 a R$ 650 para duas pessoas (com transporte) ou  R$ 140 para duas pessoas (sem carro). O acesso é permitido das 9 às 17 horas. 

A região também tem espaços privados com vista para o parque. Um deles fica no restaurante Morros dos Ventos, que tem dois mirantes que avançam pela borda de um paredão da face sul da chapada. De lá, é possível avistar algumas pequenas quedas d’água e até a cidade de Cuiabá ao fundo.

Outra opção é o mirante Alto do Céu, que tem entrada ao custo de R$ 20. Visitamos o local durante o entardecer, quando encontramos até um casal fazendo registros para um book de noivos debaixo da luz alaranjada do pôr do sol. No deque, estão distribuídos bancos e mesas e, eventualmente, são recebidos eventos culturais. Dentre os visitantes, há quem aproveite para levar um vinho ou um cobertor.

APÓS INCÊNDIOS, ATRAÇÕES FUNCIONAM NORMALMENTE

Embora esteja distante dos grandes focos dos Estados do Amazonas e Pará, o Parque Nacional Chapada dos Guimarães sofreu três incêndios consecutivos desde 9 de agosto. O primeiro levou 10 dias para ser contido e dizimou 13% da área do parque, que possui cerca de 33 mil hectares. Com isso, duas de suas atrações, a Cidade de Pedra e o Vale do Rio Claro, chegaram a ser fechadas ao público. A visitação, no entanto, já foi normalizada.

Entre julho e setembro, queimadas são proibidas em Mato Grosso, já que a época de estiagem aumenta a propensão à combustão espontânea, com risco de incêndios de grandes proporções. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declarou à Agência Brasil que a maior parte dos focos de incêndio verificados em agosto foi proposital, em áreas com alta concentração de lixo. 

O parque nacional é um dos quatro que o governo federal pretende conceder à iniciativa privada, junto com Jericoacoara (CE), Lençóis Maranhenses (MA) e Aparados da Serra (RS). O edital está previsto para ser publicado em outubro.

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