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Cafarnaum

Cidade de Jesus

José Maria Mayrink, Cafarnaum

12 Junho 2018 | 04h55

Ao norte de Israel, Cafarnaum é “a cidade de Jesus”, como diz uma placa na entrada dos lugares santos, administrados pela Custódia da Terra Santa. Foi ali que, ao iniciar sua vida pública, após as Bodas de Caná, Jesus pregou o Evangelho e fez milagres, como a multiplicação dos pães, à margem do Mar da Galileia. Que, aliás, não é mais um lago de água doce, quase sem ondas, como devia ser no tempo dos apóstolos – exceto na noite de tempestade narrada no Novo Testamento. As ruínas de uma antiga sinagoga e os alicerces da casa de São Pedro atestam episódios de 2 mil anos atrás. É proibido tomar banho na praia.

Perto de Cafarnaum, reza-se no Monte das Bem-Aventuranças e come-se à beira da rodovia, num restaurante de Magdala, a terra de Maria Madalena, um prato delicioso, o peixe de São Pedro, assado inteiro, pescado no Mar da Galileia.

À beira da pista, quilômetros de plantação de trigo, banana nanica e tâmaras, num terreno árido recuperado pela tecnologia da irrigação. A vigilância militar é discreta, mas, quando menos se espera, guardas armados inspecionam passaportes e vistos de entrada em postos de imigração. Árabes de cidadania israelense (caso do motorista de nossa van) são especialmente visados.

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