Caminhadas leves ou muito puxadas revelam a essência local

Férias para seus pés – antiga propaganda de uma famosa marca de chinelos – não é, definitivamente, o que você vai encontrar na Chapada Diamantina. Suas montanhas, vales e trilhas são para quem espera chegar a lugares onde os olhos é que vão relaxar e se encantar sem esforço. Mas os pés, pode apostar, trabalharão bastante.

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2012 | 15h35

 

À exceção das grutas e dos poços – que costumam ter acesso para carros –, praticamente todas as atrações demandam algum fôlego. O empenho costuma ser proporcional à recompensa. Mas há exceções. A principal delas é a Cachoeira da Fumaça, cartão postal que se torna mais interessante – e menos cansativo – se visto por cima.

 

Desde o Vale do Capão, caminha-se intensamente por cerca de 6 quilômetros, pouco mais de 2 horas, até o mirante a mais de 340 metros de altura. À beira de um cânion colossal, os turistas se deitam para ver a segunda maior queda d’água do Brasil – perde apenas para uma sem nome oficial, com 353 metros, no Estado do Amazonas.

 

A outra opção, ver a cascata por baixo, exige um trekking pesado desde Lençóis, por um percurso de aproximadamente 35 quilômetros e 2 dias e meio. A travessia da Serra do Veneno e a subida final da Serra dos Macacos, para contemplar a vista do alto da Fumaça, exigem muito dos visitantes. O caminho mais puxado tem compensações – a Cachoeira do Palmital, por exemplo.

 

As associações locais de guias vendem o passeio por R$ 150 por dia, com barraca e alimentação. A aventura termina no Vale do Capão, vilarejo com clima hippie e várias opções de hospedagem.

 

Vale do Pati. Carinhosamente apelidado de “Caminho de Santiago tupiniquim”, o trekking no Vale do Pati revela mais da essência da Chapada Diamantina. Considerada de nível médio, apesar da duração – entre 4 e 7 dias e com 80 quilômetros –, é a caminhada que mais atrai visitantes sem experiência em travessias. A partida é do povoado do Bomba, distante 6 quilômetros do Vale do Capão, uma das portas para o Parque Nacional. Atrações pelo caminho: o Morro do Castelo,com sua imponente gruta no topo, a Cachoeira dos Funis e o Cachoeirão, que, em época de chuvas, chega a ter mais de 15 quedas de 300 metros de altura.

 

Mesmo quem não se considera tão bem preparado fisicamente pode curtir caminhadas em rotas mais leves. Caso do trajeto de 13 quilômetros que liga o Morro do Pai Inácio ao Capão, passando pela piscina natural de Águas Claras – com parada para banho. A trilha também oferece a melhor vista para o Morrão, montanha isolada de 218 metros de altura, uma das mais emblemáticas da Chapada Diamantina, Mais um clique estonteante para sua coleção. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.