Campos do Jordão é a principal atração paulista no inverno

Com temperaturas próximas de zero, cidade da Serra da Mantiqueira atrai ainda mais visitantes

Thiago Momm / ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2016 | 05h00

Um dos principais eventos de música erudita latino-americano, o Festival de Inverno de Campos do Jordão está lá há quase 50 anos. É o fundo musical perfeito para julho na área urbana mais alta do Brasil, a 1.628 metros. A 47.ª edição do evento ocorre de 2 a 31 de julho.

Concertos de câmara e sinfônicos dão o tom em diversos pontos da cidade paulista (entre eles, a Praça do Capivari, no centro turístico). As atrações custam de R$ 22 a R$ 88 no Auditório Cláudio Santoro e na Sala São Paulo. Em todos os outros lugares, são gratuitas. Ao todo, serão mais de 2 mil músicos e de 80 apresentações. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) abre o festival – veja a programação em festivalcamposdojordao.org.br.

No começo de junho, Campos já vinha acordando com temperaturas próximas de zero. Vale alternar o prazer de estufar-se em lojas, hotéis, cafés e restaurantes com algumas das paisagens do entorno. Uma delas é a do Parque Amantikir (parqueamantikir.com.br), com 26 jardins e vista panorâmica do Vale do Lajeado.

Outro observatório natural é o Morro do Elefante, que permite avistar a própria Campos do Jordão e pode ser acessado não só de carro mas também de teleférico (em www.efcj.sp.gov.br, há o horário dele e do trem que passeia pela ferrovia secular da Serra da Mantiqueira).

Para atividades na natureza, há a Hípica Tarandú (tarandu. com.br), com mais de 30 opções; o Horto Florestal (camposdojordaohortoflorestal.com), com cinco trilhas abertas à visitação; o Bosque do Silêncio (altus.tur.br/atividades/bosque), destacado por atividades como montanhismo e arborismo; e a Hípica Golf, com hipismo clássico e pousada com diárias a partir de R$ 350.

Ainda entre bosques e alamedas, mas para contemplação de arte, o Museu Felicia Leirner (museufelicialeirner.org.br) fica na mesma área do Auditório Claudio Santoro e tem 85 esculturas ao ar livre da artista polonesa radicada no Brasil. Para completar o passeio artístico, a Casa da Xilogravura (casadaxilogravura.com.br) fascina os visitantes com obras de mais de 400 artistas, e o Palácio do Governo (ou Boa Vista), com Tarsila, Di Cavalcanti, Portinari, Anita Malfatti e outros.

Pelo centro. Campos é uma referência em São Paulo para compras de roupa e em gastronomia. São mais de 150 restaurantes, com destaque para elementos como pinhão, truta e fondues. Dentro do Botanique Hotel & Spa, fica o Mina (hotelbotanique.com.br/restaurant), com uma das cozinhas mais elaboradas da cidade e vista de 180 graus das montanhas. Pratos alemães podem ser saboreados no Fräulein Bierhaus; e fondues, nos restaurantes Toribinha, Le Foyer, Ludwig e Matterhorn. Conheça ainda a produção artesanal de chocolate da Chocolateria Araucária (chocolatearaucaria.com.br).

A cidade tem também famosas baladas. Há o Hops, bar da cervejaria Baden Baden, com cerca de 15 opções de chope, 50 de cerveja e música ao vivo. A produção da bebida (badenbaden.com.br/microcervejaria) é um conhecido atrativo. Outro bar é o Villa di Phoenix, também com som ao vivo e disposto a aquecer os clientes com tequilas e drinques de inverno.

Especialmente com música eletrônica noite adentro, destacam-se clubes como a Fire Up, mescla de bar, restaurante e lounge; a Disco Campos, filial do clube paulistano; e a Winter Lounge, com nomes internacionais nas pick-ups.

 

Dica de economia

É claro que a hospedagem no inverno em Campos tem preço alto, mas há guias turísticos que exageram ao fixar em R$ 400 o mínimo aproximado das diárias. Muitas com os melhores custo-benefício têm poucas vagas para esta temporada, mas ainda há alternativas de certo conforto por até R$ 250 via booking.com (em 10 de junho era o caso, por exemplo, da Pousada Bosque das Araucárias e do Hotel Garnier). Quem se hospedar em Santo Antônio dos Pinhais, a 30 quilômetros do centro de Campos, pode pagar menos de R$ 300 a diária em julho. Os atrativos naturais de Campos tendem a ser baratos – o Horto Florestal e o teleférico para o Morro do Elefante custam menos de R$ 15.

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