Mônica Nóbrega/Estadão
Mônica Nóbrega/Estadão

Canoa Quebrada: vá e fique

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Ricardo Freire, O Estado de S. Paulo

11 Outubro 2016 | 03h00

Muito antes de Jericoacoara ser posta no mapa, Canoa Quebrada fazia o papel de praia-cearense-de-nome-curioso que atraía hippies e alternativos do mundo todo. 

A fama de Jeri pouco a pouco foi relegando Canoa a um mero passeio bate-volta desde Fortaleza. É um programa puxado. Os 165 km desde a capital são percorridos em duas horas e meia, e nem sempre os visitantes chegam no momento apropriado para fazer os passeios que dependem de maré baixa.

Recentemente, o bate-volta ganhou mais um inconveniente: as barracas que recebem os grandes grupos foram retiradas da área das falésias e reinstaladas num ponto da praia de onde não se avista a paisagem que tornou Canoa Quebrada famosa. Desta área é preciso caminhar 15 minutos pela areia (ou contratar um bugue) para finalmente chegar ao cartão-postal.

Na minha opinião, vale a pena ir a Canoa Quebrada para ficar pelo menos duas noites. Canoa é para quem procura uma praia próxima a Fortaleza que dê menos trabalho para chegar do que Jeri e ofereça uma paisagem impressionante. 

Não espere o ambiente cool de praias da moda como Flecheiras e Icaraí de Amontada na costa oeste cearense. Mas sabendo escolher, é possível ter uma experiência agradável, por preços camaradas.

Inaugurada há pouco mais de um ano num ponto excelente (perto da Dragão do Mar – antiga Broadway – e no caminho da praia), a pousada Tatajuba tem apartamentos confortáveis e uma piscina preciosa. É a primeira vez que dou uma dica de pousada em Canoa sem fazer nenhuma advertência sobre excesso de rusticidade.

No canto certo das falésias – à direita de quem olha para o mar – a barraca Lazy Days continua imbatível: sem mobiliário de plástico, prepara peixe fresco na grelha, a cargo dos simpáticos (e competentíssimos) argentinos que há anos tocam o lugar.

À noite, o clássico catalão Costa Brava, na Dragão do Mar, segue servindo boas paellas e fideuás (sua versão com macarrão cabelo de anjo). Na rua de trás, procure pelo charmoso L’Atelier, com cardápio meio brasileiro, meio mediterrâneo.

E qual é a melhor maneira de chegar a Canoa Quebrada? De carona nas vans dos passeios! Os passeios custam R$ 55 (você vai ter que pagar duas vezes, na ida e na volta), buscam e devolvem os passageiros em hotéis em Fortaleza. Se você fosse de ônibus para Canoa, precisaria pegar um táxi até a rodoviária (R$ 25) e embarcar num pinga-pinga que custa R$ 20 e leva 4 horas para chegar.

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