Daniel Brito/AE
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Canopy

Em meio aos mais diversos tons de verde, nas reservas ambientais de Monteverde e Santa Elena, turistas se penduram em cabos de aço para curtir toda a adrenalina do canopy. Essas duas pequeninas cidades, repletas de árvores e hotéis ecologicamente corretos, estão a 1.800 metros acima do nível do mar e oferecem o cenário ideal para a atividade.

Daniel Brito, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2009 | 02h29

Conta a lenda local que, nos primeiros meses do ano, correntes de ar vindas do Atlântico despejam areia do Deserto do Saara (sim, do Saara!) nas reservas. Só para deixar claro: a África está a mais de 5 mil quilômetros, em linha reta, de distância da Costa Rica.

Crendices à parte, o fato é que um trecho da vegetação local - seca e retorcida - lembra um pouco o cerrado brasileiro. Do outro lado da reserva, virada para o Atlântico, as matas ganham ares mais tropicais. É lá que estão instalados os circuitos de canopy. O passeio pode custar até US$ 60 (R$ 120), sem possibilidade de barganhar.

 

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A atividade se desenvolve em níveis variados - mas sempre com emoção de sobra. O turista começa escorregando de uma árvore para outra, por 30 metros, passa pelo minirrapel, a 10 metros de altura, chega à corda do Tarzan (também chamada de pêndulo) e, por fim, atravessa um vale amarrado a um cabo de 700 metros de extensão. Isso a cerca de 200 metros de altura.

Antes de encarar o circuito, atenção às instruções. O cinto de segurança em volta do quadril será um incômodo necessário durante todo o trajeto. A mão direita tem de segurar de leve o cabo, acima da cabeça. Os dedos devem ficar como se você estivesse fazendo um "ok", com a ponta do polegar e do indicador juntos e os demais apontados para o alto. A mão esquerda agarra as fitas que sustentam o cinto no cabo. Parece complicado demais para sua cabeça? Fique tranquilo. É só precaução.

A MELHOR PARTE

O único momento no qual é preciso realmente se manter agarrado às cordas é no pêndulo. Segurar-se é fundamental para não perder o equilíbrio ao despencar de uma altura de 20 metros. A emoção maior, contudo, fica reservada para o último cabo. Há quem desista no meio do caminho e volte andando para a base. Mas você, que chegou até lá, não vai fazer isso, não é mesmo?

Nesse trecho, as crianças precisam ir acompanhadas de um guia. Todas as lições técnicas ensinadas na primeira descida são colocadas à prova na travessia: mão direita acima da cabeça, dedos posicionados em volta do cabo de aço, mão esquerda nas fitas. E lá vem o vale.

Para gravar e compartilhar o momento, você pode amarrar a corda da câmera em volta do pescoço, com a lente na altura do peito, e filmar a trajetória. Lá embaixo estarão cavalos solitários em busca de água, pequenas plantações de café ao lado de casinhas coloridas, um campo de futebol marcado de cal, mas sem traves, onde dois meninos correm atrás de uma bola.

Você verá toda a imensidão da reserva ecológica de Monteverde e Santa Elena a seus pés... E, dois minutos depois, fará sua aterrissagem na outra ponta do cabo de aço.

Depois, coloque o vídeo no You Tube, para que todos os amigos vejam a emoção do canopy na Costa Rica. Para os curiosos, é só digitar "canopy - 700 m cable".

SAIBA MAIS

Recebe o nome de canopy o esporte que é praticado entre árvores, com ajuda de resistentes cabos de aço amarrados nos troncos. No Brasil, essa modalidade pode ser comparada à tirolesa ou, dependendo do circuito, até com um arvorismo. Bem mais turbinado, diga-se.

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