Alessandro Bianchi/Reuters
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Capítulo 3: Além dos livros - bate-voltas saindo de Nápoles

Visitar as ruínas de Pompeia ou fazer um passeio de barco pela Ilha de Capri são boas opções

Samia Mazzucco, Especial para o Estado

24 de novembro de 2019 | 06h50

Para além das histórias literárias, monumentos, praças e belezas naturais de Nápoles, os arredores da cidade também têm muito a oferecer. Por isso, vale incluir mais dois dias no roteiro para explorar esses locais em um bate-volta: Pompeia e Capri.

Como explorar Pompeia

O parque arqueológico de Pompeia, a cidade que foi dizimada por cinzas e gases em alta temperatura de uma erupção do vulcão Vesúvio no ano 79, fica a apenas 35 minutos do centro de Nápoles. Para chegar lá, a forma mais simples é embarcar nos trens da empresa Circumvesuviana, na estação da praça Garibaldi, em direção a Sorrento. Esteja preparado: a viagem pode acontecer em vagões antigos e sem ar-condicionado. Dá para comprar o bilhete na hora facilmente, mas garanta o de ida e volta (€ 3,80 cada um) para evitar filas ao sair das ruínas.

A estação que dá acesso ao sítio arqueológico é a Pompei Scavi Vila dei Misteri. Dica para quem não comprou ingresso antecipado: ao sair do trem, dirija-se ao primeiro prédio à direita. No primeiro andar há guichês que cobram € 2 a mais na entrada, que custa € 15, para não enfrentar a longa fila da bilheteria principal.

O ideal é reservar um dia inteiro para o passeio - ainda assim, será difícil ver tudo. A cidade é extensa. Há opções de tours guiados em grupos, a partir de € 12, ou audioguias por € 8, que podem ser uma boa opção, já que o caminho não é completamente sinalizado. 

Entre os locais essenciais estão a Basílica e o Templo de Apolo, logo na entrada, que ainda conserva seu altar e a parede com algumas colunas. Logo à frente a grande praça da cidade, o Fórum de Pompeia. O Lupanare, mais famoso prostíbulo do local, mantém conservadas pinturas eróticas nas paredes e quartinhos com camas de cimento, incluindo o travesseiro. 

Próximo dali ficam as Termas Stabianas, as mais antigas da cidade, que têm as pinturas nas paredes e tetos preservadas. Outro ponto imperdível é o anfiteatro, com arquibancadas e estrutura quase intactas. Ao seu lado fica a Grande Palestra, uma grande estrutura em forma quadrangular com uma piscina no meio do gramado interno, destinada à pratica de exercícios. Não perca ainda a Casa do Fauno, a Casa dos Vettii e a Via dei Misteri. Corpos encontrados petrificados na cidade, e preservados com gesso, surgem aqui e ali durante a visita.

E para quem ainda quer ver mais das ruínas, basta visitar o Museu Arqueológico Nacional, no centro de Nápoles. É lá que estão grande parte de peças originais das ruínas, como mosaicos e afrescos.

Descanso em Capri

Depois de um dia caminhando por Pompeia, gastar outro de “dolce far niente” em Capri é mais do que merecido. A balsa para a ilha sai do porto Molo Beverello e custa entre € 21,70 e € 23 (cada trajeto), em uma viagem de 50 minutos.

A ilha dos ricos e famosos, acredite, tem opções para todos os orçamentos. Há passeios de duas horas ao redor do arquipélago em barcos turísticos por € 18, mas sem paradas para mergulho. Se o bolso permitir, invista no aluguel privativo de um gozzo, típico barco de madeira local. O preço médio é de € 150 por um passeio de duas horas para três pessoas, com paradas para mergulho. Acredite, vale cada centavo. Em um passeio como esse, os passageiros podem comprar e levar suas bebidas e petiscos. No mercadinho em frente ao porto, a garrafa de vinho custa a partir de € 3.  

A dica dos locais é dispensar a visita à famosa Gruta Azul, que custa € 14. Perde-se tempo na fila e não é possível mergulhar nela, apenas apreciar. Há outras grutas também deslumbrantes, grátis e possíveis de nadar, como a Gruta Verde.

E, claro, não há Capri sem seu símbolo máximo, os Faraglioni, conjunto de três rochas chamadas Stella, Mezzo e Di Fuori. Se estiver em um barco privado, o passeio vai além de avistá-los de longe, é possível passar pela fissura da pedra do meio. Uma experiência que, definitivamente, vale cada centavo de euro.

 

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