Cartões e passes que valem a pena

Confira 10 cartões de descontos para museus e outras atrações

Ricardo Freire,

02 Novembro 2010 | 06h00

Toda grande cidade turística que se preze oferece algum cartão de desconto a seus visitantes. Normalmente, esses cartões proporcionam economia no transporte público e entrada grátis ou descontada em museus e atrações. No mínimo, garantem praticidade, reduzindo o número de vezes que você vai precisar entrar em filas.

 

No entanto, nem todo cartão de desconto é tão vantajoso assim. Em algumas cidades – caso de Barcelona, Madri e Londres –, dão descontos irrisórios naquilo que interessa e tentam levar você a gastar seu tempo e seu dinheiro em atrações turísticas pouco importantes.

 

Os passes que sempre valem a pena são os de transporte – sobretudo nos lugares em que o visitante tem acesso aos mesmos planos (diários ou semanais) oferecidos aos moradores. Passes exclusivos para museus também costumam ser ótimo negócio: você acaba descobrindo museus (e partes da cidade) que, caso precisasse pagar à parte, deixaria de lado.

 

Conheça 10 cartões de desconto e passes campeões:

 

 

Paris Museum Pass. Se você tem intenção de "turistar" durante sua temporada parisiense, não há melhor negócio. Dá para contar nos dedos os museus importantes que não estão incluídos no passe (o que faz mais falta é o Jeu de Paume). Além de proporcionar economia, o Paris Museum Pass ainda dispensa você da fila em praticamente todas as atrações (com duas notáveis exceções: a Sainte-Chapelle e a torre da Catedral de Notre-Dame).

 

O passe vem em três versões: dois dias consecutivos, € 32; quatro dias consecutivos, € 48; seis dias consecutivos, € 64. Qualquer uma das versões já se paga quando você chega ao Palácio de Versailles, vê a fila de duas horas que se forma em frente à bilheteria... e passa reto, em direção à entrada. Como o ingresso médio de cada atração é de € 9, basta visitar um museu e um monumento por dia, que o seu passe terá matematicamente devolvido o que você pagou – com sobras.

 

Mas o melhor de tudo é o estímulo que você tem para ir a lugares onde talvez não fosse – o topo do Arco do Triunfo, o terraço do Panthéon, o Instituto do Mundo Árabe, o Museu das Artes Decorativas... Dá para dividir o Louvre em várias pequenas visitas e ir também aos arredores (o Castelo de Chantilly, o Museu Le Bourget). Compre nos postos de informação turística, na Fnac ou em museus participantes. Saiba mais: www.en.parismuseumpass.com.

 

 

Carnet 10 voyages (Paris).Os postos de turismo tentam empurrar o Paris Visite, um passe prático que mistura transporte com atrações. Mas o melhor negócio é combinar um Paris Museum Pass com a compra de múltiplos de 10 tíquetes, que servem para metrô e ônibus. Enquanto a passagem avulsa custa € 1,70, o "carnê" (na verdade, 10 passagens soltas) baixa o preço de cada viagem para € 1,20. E como não é um passe, os tíquetes podem ser usados por mais de uma pessoa. Saiba mais: www.ratp.info.

 

 

Oyster (Londres). É um cartão de transporte inteligente, que consegue tornar favorável ao usuário um complicadíssimo sistema de tarifas. Sem o Oyster, uma viagenzinha qualquer dentro da zona 1 (a mais central) no horário de pico sai a 4 libras (o preço de um táxi em Lisboa). Com o Oyster, você paga no máximo 1,80 libra.

 

Se fizer muitas viagens, vai pagar menos do que isso por cada uma, já que o máximo que o cartão vai debitar do seu saldo será 7,20 libras, o teto para um dia de viagens pela zona 1. Tudo o que exceder este valor sairá na faixa. E se você fizer viagens pelas zonas 2 ou 3? O cartão faz os cálculos para você não perder dinheiro.

 

O plástico custa 3 libras, mas é um investimento que é rapidamente amortizado pelas viagens. E quando você voltar a Londres, é só recarregá-lo com mais créditos.

 

Caso permaneça em Londres por cinco dias consecutivos ou mais, compensa carregar o Oyster com um Travelcard de uma semana (nessa modalidade, o plástico sai de graça; não é preciso pagar aquelas 3 libras iniciais). Saiba mais: www.tfl.gov.uk/oyster.

 

 

Roma Pass.Custa 25 e dá direito a duas atrações grátis, a descontos em quantas mais você quiser visitar em três dias (menos o Vaticano, que não está incluído), e a mais três dias de transporte ilimitado de ônibus, bonde e metrô. A única pegadinha é que as duas atrações grátis à sua escolha precisam necessariamente ser as primeiras a ser visitadas.

 

O cartão tem uma tarja magnética que é lida pelas catracas e bilheterias, que debitam automaticamente uma visita do seu saldo; só depois das duas visitas na faixa é que as bilheterias oferecem desconto. Por isso, a estratégia que todo mundo segue é visitar primeiro as atrações mais caras. Você tira um dia para ir ao Coliseu e ao Fórum Romano (se quiser, pode desmembrar a visita em dois dias; as catracas aceitam sem problemas) e outro para ir à Galeria Borghese (cuja visita precisa ser marcada por telefone ou internet).

 

E ainda há duas vantagens adicionais. Com o Roma Pass, não é preciso enfrentar a fila da bilheteria do Coliseu, que pode ser enorme – você vai direto à da entrada, que anda bem mais rápido. E outra: o passe de transporte é independente do passe de visitas. Pode ser ativado quando você quiser e dura três dias consecutivos. Compre ao chegar, no aeroporto ou no Termini. Saiba mais: www.romapass.it.

 

 

Lisboa Card. Dá direito a um, dois ou três dias de transporte público ilimitado, incluindo as linhas de trem de Sintra e Cascais, entrada grátis em alguns museus e atrações e descontos modestos em outros.

 

Vem em três versões: de 24 horas (€ 16), 48 horas (€ 27) e 72 horas (€ 33). Na ponta do lápis, empata com o que você gastaria pagando separadamente transporte e atrações. A vantagem é que não precisa enfrentar a fila das bilheterias (que no Mosteiro dos Jerônimos pode ser grande), nem se preocupar em carregar de créditos o seu cartão de transporte público. Saiba mais: www.visitlisboa.com.

 

 

Tageskarte (Berlim). A capital alemã não é uma cidade que se possa fazer a pé. O sistema de transporte é confuso para um forasteiro, porque mistura metrô tradicional (U-Bahn, em que cada linha tem sua plataforma) com trem urbano (S-Bahn, em que as mesmas plataformas atendem a diversas linhas). A combinação dos dois, contudo, é perfeita. E para que "turistar" não saia os olhos da cara, compre nas máquinas o passe diário, a Tageskarte.

 

Para as zonas centrais AB sai € 6,10 por dia. No dia em que você for a Potsdam, compre a Tageskarte das zonas ABC (€ 6,50). Se for ficar a partir de cinco dias, vale a pena comprar o passe semanal, a Wochekarte (€ 26); no dia de Potsdam, pague o suplemento para a zona C. Saiba mais: www.bvg.de

 

 

I Amsterdam Card. O passe de descontos da cidade de Amsterdã não chega a ser baratíssimo, mas vale a pena em suas versões mais longas.

 

Estão incluídos: as coleções permanentes de todos os museus públicos, um passeio de barco de uma hora pelos canais e transporte ilimitado de bonde e ônibus pela duração do passe. Há ainda descontos em lugares pega-turistão. Mas entre as grandes atrações da cidade, só a Casa de Anne Frank não está coberta.

 

O cartão de 24 horas custa € 38; o de 48 horas, € 48; o de 72 horas, € 58. Para o cartão de um dia só valer a pena, você precisa fazer uma maratona. O melhor é pegar o passe de 72 horas. Faça uma atração por dia e selecione alguns dos outros 65 museus para dar sentido a seus itinerários a pé (ou de bicicleta) pela cidade. Saiba mais: www.iamsterdam.com.

 

 

Bayern Ticket. Alguns estados alemães oferecem a maior barbada ferroviária da Europa ocidental: passes regionais em que até cinco pessoas podem viajar o dia inteiro dentro das fronteiras estaduais por apenas € 28 (preço total!) – desde que não usem trens expressos, nem viajem antes das 9 horas da manhã. Se você estiver baseado em Munique, aproveite para viajar quase de graça em trens regionais para Füssen (onde está o castelo de Neuschwanstein), a Garmisch-Partenkirschen (a estação alpina mais próxima) e para Salzburgo, na Áustria, que está incluída no pacote. Saiba mais: www.bahn.de/international.

 

 

Metrocard (Nova York). Se você andar de metrô em Nova York, obrigatoriamente vai ter de fazer um Metrocard. Não se preocupe. As maquininhas de venda de bilhetes são a antítese do metrô de Nova York: simples, modernas e intuitivas. Tudo é touchscreen e você pode fazer a operação em espanhol, se preferir. Existem duas alternativas.

 

A Pay-per-ride carrega um valor qualquer entre US$ 4 e US$ 80 e vai debitando US$ 2,25 a cada viagem. E na Unlimited Rides, você compra um passe semanal de US$ 27, que dá direito a quantas viagens você puder fazer. As máquinas aceitam cartão de crédito. Não se assuste quando pedirem o seu zip code (o CEP americano): basta inserir cinco algarismos quaisquer. A informação só é checada para cartões emitidos nos Estados Unidos. Saiba mais: www.mta.info/metrocard.

 

 

New York City Pass. Custa US$ 79 e dá nove dias de prazo para visitar seis atrações. Você tem direito a ir ao Museu Metropolitan (e ao museu Cloisters, desde que seja no mesmo dia), ao Moma, ao Museu de História Natural e ao Empire State Building (no Observation Deck do 86.º andar; para ir ao 102.º paga-se um extra de US$ 15 no local).

 

As duas atrações restantes requerem uma decisão sua. Você pode escolher entre o Museu Guggenheim ou o mirante do Top of the Rock, e entre o passeio à Estátua da Liberdade (sem subida à coroa) ou um cruzeiro pela Circle Line. O passe é um caderninho de cupons, que funcionam como tíquete: é só apresentar na entrada de cada atração, sem passar pela bilheteria, eliminando assim uma fila em cada visita. A única vez que você vai passar na bilheteria será para comprar o passe (não faça isso no Empire State Building, que tem a maior fila).

 

Mas atenção para a pegadinha: não confunda com o New York Pass, que custa US$ 165 e só compensa se você estragar sua temporada com uma overdose de visitas. Saiba mais: www.citypass.com/newyork.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.