Pascal Rossignol/Reuters
Pascal Rossignol/Reuters

Casablanca além da fama

Conhecida pelo filme homônimo, a metrópole de trânsito intenso tem pouco romantismo hollywoodiano, mas é ótima para compras

Mari Campos, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2019 | 04h50

Alçada à fama internacional pelo famoso filme homônimo, Casablanca hoje transita sem pudores – e com toda a intensidade – pelo século 21. Esqueça o climão do filme com Ingrid Bergman e Humphrey Bogart: Casablanca é atualmente uma cidade grande (a maior do Marrocos), com trânsito confuso e cheia de gente.

Cosmopolita, se transformou em uma mistura equilibrada entre tradição e progresso. Com raízes romanas, a cidade foi planejada pelos franceses e seu nome, hoje uma palavra espanhola, foi inicialmente batizado em português. A elegância colonial é entrecortada por modernidades, como um interessante sistema de tram que facilita o transporte pela cidade toda.

A principal atração turística da cidade é sua mesquita Hassan II, uma das maiores do planeta. Construída à beira do oceano Atlântico no fim do século passado, a imensa mesquita feita em mármore e granito é capaz de abrigar até 100 mil fiéis ao mesmo tempo. Seu minarete de 210 metros de altura é o mais alto do mundo, tornando a mesquita figurinha fácil de identificar mesmo da janela do avião. O local recebe visitas turísticas diariamente.

Shoppings e souqs

As opções de compras em Casablanca são inúmeras, e vão desde os mercados populares e lojinhas de souvenirs até sua própria filial das Galeries Lafayette de Paris. O mercado central, muito menor e mais administrável que em  Fez ou Marrakesh, é imperdível: as lojas têm paredes branquinhas e telhados verdes, e vendem de tudo.

Banhada pelo mar, Casablanca exibe ainda adoráveis espaços verdes, como o Parc de La Ligue Arabe, o maior espaço verde da cidade, com direito a esplanada de palmeiras, espaços bucólicos e inúmeros cafés nos arredores.

Galerias de arte também são comuns, com destaque para a Villa des Arts, que ocupa um belo edifício art déco dos anos 30. Além das peças em exibição, o museu gratuito vez ou outra recebe concertos musicais.

O modernoso Quartier Gauthier é uma área muito procurada por expatriados, hipsters e jet-setters. Ali se concentram lojas, galerias, cafés e restaurantes em abundância, como o gostoso Mood Café. É bom para compras, para sentar num café e ver a vida passar ou mesmo para a happy hour. 

Tradição em Casablanca é também dar uma passadinha no bairro Quartier Habous para visitar a Patisserie Bennis Habous, uma verdadeira instituição local. Essa doçaria familiar, aberta em 1938, vende docinhos árabes, marroquinos e franceses a granel – e o difícil ali é escolher o que provar.


 

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