Natura Vive
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Casas em árvores, iglus de vidro e outros locais para se hospedar

Entre os hotéis mais instagramáveis estão bolhas perto de elefantes, quartos submarinos e até mesmo uma opção no Brasil, na Floresta Amazônia

Shannon Sims, The New York Times

16 de fevereiro de 2020 | 05h00

Foram-se os dias em que um hotel significava uma cama, uma mesa e talvez um minibar. Uma nova onda de acomodações tem ocupado o lugar do alojamento tradicional, oferecendo experiências únicas, irresistivelmente e interminavelmente dignas do Instagram. Quer se aconchegar num iglu de vidro para ver a aurora boreal? Ou se pendurar num penhasco dentro de uma cápsula transparente? Você pode fazer tudo isso atualmente – a um custo é claro.

Ficar perto – realmente perto – da vida selvagem.

A África possui locais de luxuosas hospedagens para safáris para aqueles que desejam ficar o mais perto possível da incrível vida animal do continente. Mas alguns querem estar mais perto ainda. No Mfuwe Lodge, na Zâmbia, 18 chalés estão arranjados em torno de duas grandes lagoas, criando o cenário perfeito para observar os elefantes quando eles chegam no final da tarde.

Mas a África não é o único continente a oferecer encontros desse tipo. O Jungle Bubbles, no Anantara Golden Triangle Elephant Camp & Resort, em Bangcoc, oferece aos visitantes a chance de passar uma noite numa bolha transparente vendo os elefantes passando à sua frente.

Se você vive nos Estados Unidos, não precisa viajar para tão longe para ficar próximo da vida animal. No Farm Sanctuary em Watkins Glen, Nova York, os interessados podem reservar uma das muitas minúsculas casas e se confraternizar com alguns dos 800 animais da fazenda que foram salvos de abusos e maus-tratos.

O Mfuwe Lodge custa a partir de US$ 400 por pessoa; no Jungle Bubbles, o valor é de US$ 567 mais os custos do resort. No Farm Sanctuary, uma casinha para duas pessoas custa US$ 275 por noite.

Três casas e um eterno favorito

Independente de onde você estiver no mundo, há uma boa chance de se hospedar num espaço estilo casa de árvore. No Anavilhanas Jungle Lodge, na região do Amazonas, os visitantes se veem em plena região amazônica às margens do Rio Negro. E nas altas árvores da floresta de pinheiros no norte da Suécia, o Treehotel coloca seus hóspedes em cubos espelhados e cabines penduradas no topo das árvores, uma delas com a forma de um OVNI.

À margem do Kruger National Park, na África do Sul, o novo Beyond Ngala Treehouse, inaugurado este mês, oferece aos hóspedes a chance de uma aventura na selva numa casa em cima da árvore onde passam a noite na floresta numa torre particular. Um tipo diferente de casa na árvore é oferecido pelo Hotel Costa Verde, na Costa Rica, onde um avião desativado foi reconstruído na densa floresta para os hóspedes dormirem ali em plena selva. 

Mas muitos turistas querem ir ainda mais alto do que as copas das árvores. No Skylodge Adventure Suites, no Peru, eles sobem quase 400 metros numa tirolesa como um super-herói e chegam aos quartos, cápsulas transparentes penduradas do lado de uma montanha com vista panorâmica para o Vale Sagrado.

A diária no Anavilhanas Jungle Lodge é de US$ 325 por pessoa para uma suíte panorâmica. No Treehotel, os quartos duplos custam a partir de US$ 540. O Costa Verde cobra diárias a partir de US$ 260 por um espaço duplo. E no Skylodge Adventures Suites a diária é a partir de US$ 467 por pessoa com transporte.

No fundo do mar

Não quer ficar nas alturas? Você pode sempre dar um mergulho graças a opções que oferecem uma experiência submarina. No Conrad Maldives Rangalli, você pode se hospedar no Muraka, um quarto de hotel em dois níveis que inclui uma piscina infinita e também chega a quase cinco metro abaixo do nível do mar. 

No Manta Resort, na costa de Pemba, perto de Zanzibar, o hóspede é levado de barco para seu quarto numa ilha embaixo d’água. E em Key Largo, na Flórida, viajantes com certificado de mergulho podem se hospedar no Jules’ Undersea Lodge.

A diária no Conrad Maldives Rangali Island custa a partir de US$ 9.999; no Manta Resort um alojamento duplo sai por US$ 1.900 por noite com o mínimo de três noites; e no Undersea Lodge, o preço do quarto individual custa a partir de US$ 675.

Hotéis “Hygge”

Um novo grupo de hotéis que tem surgido em alguns dos lugares mais frios do mundo e oferece aos hóspedes a chance de uma experiência “hygge”, o conceito dinamarquês de prazer do aconchego. No Cielo Glamping Maritime, em New Brunswick, Canadá, as pessoas são acomodadas em cúpulas transparentes instaladas na floresta e assim verem o pôr de sol sob a neve. 

Se deseja ver a aurora boreal, mas não sentir frio, a opção é o Kakslauttanen Artic Resort, na Finlândia, com seus iglus de vidro ( para você se esticar na cama e ver as luzes) e os iglus de neve (cavernas feitas com um banco de neve).

Se você acabar se encontrando no meio do deserto de Gobi, pode manter aquecido sob um cobertor de pelo de carneiro numa tradicional tenda mongol no alojamento ecológico Three Camel Lodge.

Tradução de Terezinha Martino

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