Cenários intocados a caminho do Tibete

Dotada de forte religiosidade, Kangding encanta por seus coloridos templos budistas e pelas paisagens selvagens do Parque Nacional Muge Chuo

Paula Moura, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2010 | 02h03

A cavalo. Tour leva ao mirante de Gongga Shan. Foto: Paula Moura/AE

KANGDING - Apertada nos vales entre as altas montanhas a oeste da província de Sichuan, Kangding ? a 200 quilômetros ou oito horas, de ônibus, de Chengdu ? inspirou uma famosa canção de amor chinesa. A letra descreve um romântico passeio a cavalo pelas belas paisagens da cidade, algo que qualquer um pode experimentar por lá.

Os animais, enfeitados com arreios coloridos, levam peregrinos ao templo tibetano no alto da Montanha Paoma. Não se animou muito com a ideia? Tudo bem, há outras maneiras de chegar ali. Quem está em forma pode até subir a pé, por uma trilha sob pinheiros. Mas o mais tradicional é ficar mesmo com o bondinho, que leva os visitantes por 50 yuan ou R$ 13.

Logo na entrada é possível comprar incensos e outros artigos religiosos para fazer pedidos e agradecimentos. Estátuas brancas com panos coloridos enfeitam o caminho até o local sagrado. Ao caminhar, repare nos telhados, repletos de detalhes em laranja, vermelho, verde e azul.  

 

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Monges passeiam pelo templo principal, cujas paredes são cobertas de estatuetas de Buda. Verdadeiras obras de arte, dispersas em um cenário restaurado com afrescos de flores sagradas, símbolos religiosos e, mais uma vez, cores intensas.

A forte influência religiosa em Kangding tem explicação. A cidade, afinal, é ponto de parada para quem está a caminho do Tibete. Aliás, construções tibetanas ? casarões de dois andares feitos de pedra e ornados com portas e janelas coloridas ? surgem a todo momento.

Cartão-postal. Não há muito mais para ser visto na pequena cidade. Mas a apenas 26 quilômetros dali fica um espetáculo da natureza: o Parque Nacional Muge Chuo (entradas a 40 yuans ou R$ 10 para a montanha e 35 yuan ou R$ 9 para o parque). O lago de azul intenso tem ares de cartão-postal e contrasta com a bela imagem do Buda gigante, esculpido na montanha.

Se estiver por lá na primavera, contrate um guia para levá-lo ao mirante do Gongga Shan, o pico mais alto de Sichuan, com 7.556 metros de altitude. Os cavalos, mais uma vez, ajudam na travessia, mas é preciso seguir a pé nos trechos mais íngremes do trajeto. Surgem córregos arredios e paisagens inóspitas. Mas basta a vista alcançar o cume branco, impassível, do Gongga Shan para o cansaço desaparecer. O momento é recompensador.

O percurso custa em média 200 yuans (R$ 52), mas o valor pode cair se você souber pechinchar. Não esqueça de levar comida e água: não há restaurantes no parque.

 

 

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