Cenários revelados em um trimarã

Tour a bordo do Cuan Law combina conforto, tripulação atenciosa e paisagens arrasadoras

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2009 | 02h40

É quase um ritual. Assim que subir no Cuan Law, o maior trimarã - barco com três cascos - do mundo, você vai tirar as havaianas. Elas ficarão esquecidas, dentro de uma caixa, e só voltarão aos seus pés na hora do desembarque. O que ocorre entre esses dois momentos é uma sucessão de boas experiências, que mesclam cenários de cinema, cardápio caprichado e uma tripulação para lá de atenciosa.

DURA ROTINA - Relax a bordo

Comece a inspeção pelo quadro que fica perto da cabine do comandante. Ali estão informações bem humoradas sobre os tripulantes: "Kat, a marinheira com a risada horrível." Você decora o nome dela fácil, fácil. O quadro também é usado para assuntos mais importantes, como fazer a "chamada" entre os mergulhadores - procedimento que evita que alguém seja esquecido debaixo d"água.

 

A rotina, como você vai notar, será complicadíssima: comer bem, mergulhar, relaxar, comer bem, papear, comer bem, deitar na rede... E, vez ou outra, ser convocado pela tripulação a ajudar a içar ou baixar as velas - um dos momentos mais divertidos.

O Cuan Law foi projetado por seus donos, os escoceses Duncan e Annie Muirhead, em 1988. Experientes velejadores, eles sempre tiveram o hábito de passar as férias nas Ilhas Virgens e, depois que se aposentaram, decidiram não sair mais da região.

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Hoje, a operação turística do barco fica a cargo da filha do casal, Sasha, e do marido dela, Brenden. Os visitantes podem alugar o Cuan Law para velejar, com direito a diversas paradas pelo caminho, ou para servir de base para mergulhos (é preciso ser certificado).

 

As medidas de 32 metros de comprimento por 14 de largura são suficientes para acomodar confortavelmente até 20 pessoas. A relação com a tripulação é próxima e pouco formal, o que garante pontos extras para o serviço impecável.

Durante o trajeto, você vai ver um incrível pôr do sol nas águas abrigadas da Muskmelon Bay, na Guana Island. Emoldurado pelas encostas da montanha, o sol desce devagar, transformando o mar azul-claro em alaranjado. É quando um balé de gaivotas e pelicanos surge à sua frente, em um show que só termina quando o sol, finalmente, se vai

Nas noites de lua cheia, mergulhadores aproveitam para fazer um passeio submerso por ali e observar os hábitos noturnos dos animais.

Antes de partir, acorde cedo, crie coragem e encare um snorkel. Quem sabe você não vê uma arraia gigante... Com as velas içadas, o Cuan Law segue de volta para Road Harbour, em Tortola. Infelizmente, é hora de calçar as havaianas outra vez.

Road Harbour: a marina principal entre as 13 existentes em Tortola serve como ponto de partida do barco

Muskmelon Bay: fica na Guana Island, que tem apenas um luxuosíssimo e exclusivo resort para, no máximo, 32 pessoas

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