Cenas francesas em claras pinceladas

Com o cavalete plantado no Jardim do Trocadéro, o pintor Louis Welden Hawkins reproduziu, em pinceladas marcadas e cores luminosas, a Paris que via à frente. A base da então recentemente inaugurada Torre Eiffel. A Escola Militar e o Campo de Marte, ao fundo. A escultura simbolizando a Ásia, hoje realocada na frente do Museu D'Orsay. Tudo sob um céu azul que lembra os dias de verão que a capital francesa vive agora mesmo, durante os quais o próprio Trocadéro vira ponto de encontro, quase praia.

MÔNICA NÓBREGA, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2012 | 03h10

O quadro A Torre Eiffel (sem data definida) está no País. Faz parte do lote de 85 obras do impressionismo francês trazidas do Museu D'Orsay e expostas no Centro Cultural Banco do Brasil (tinyurl.com/CCBBimpress), em São Paulo, até 7 de outubro. A mostra, sucesso de público - vide as filas mesmo em dias de semana - traz os nomes mais importantes do movimento impressionista e telas que bem poderiam ilustrar guias de viagem, pela riqueza de detalhes dos cenários pintados.

Afinal, a essência do trabalho de mestres como Camille Pissarro, Edgar Degas, Edouard Manet e Paul Gauguin era captar a luz natural. Estes usaram Paris como inspiração principal. Outros preferiram adotar ateliês fora da capital francesa.

E é nas cenas ao ar livre (há também pinturas de ambientes internos e retratos) que os impressionistas se convertem, involuntariamente, em garotos-propaganda das vilas que escolheram para morar e trabalhar. A exposição, histórica, serve também para buscar inspiração para a próxima viagem.

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