Roberto Castro/MTur
Roberto Castro/MTur

Centro histórico

Casarões renovados deram novo fôlego à bela área colonial de São Luís

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 03h30

Depois de anos de abandono, o centro histórico de São Luís ganhou fôlego novo, com casarões renovados recentemente e bons museus. Tombado pelo Iphan, tem o típico traçado colonial português, notado em outras cidades históricas preservadas, como Olinda (PE) e Paraty (RJ). Com um característica própria: os tradicionais azulejos azuis. É uma pena que muitos deles se perderam ao longo dos anos – mas seguem firmes e fortes nas lojinhas de souvenir. Dá até para personalizar com seu nome, por um preço médio de R$ 60. 

 Entre os museus de destaque estão o Casa da Festa (Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho; Rua do Giz, 221) que tem um andar inteiro para o bumba meu boi. A Casa de Nhozinho (Rua Portugal, 185) é dedicada ao artesão maranhense (1904-1974) e abriga exposições temporárias. O Museu Histórico e Artístico (Rua do Sol, 302; R$ 5) tem um belo mobiliário e está bem preservado por dentro. Visite ainda o Palácio dos Leões (sede do governo) e a Catedral da Sé (as pinturas internas são magníficas). 

As noites de sexta são animadas no Centro Histórico – sempre há um morador disposto a indicar alguma opção. Também existe a possibilidade de assistir a uma apresentação no Teatro Arthur Azevedo (que também oferece visitas guiadas durante o dia). 

Lembrancinhas

A barraca do Corintiano é famosa por vender diversas variedades de tiquira, a cachaça roxa do Maranhão feita da destilação artesanal da mandioca. A coloração roxa vem da adição das folhas de tangerina. “Tenho a cachaça perfeita para cada tipo de coração”, diz o Corintiano. As doses são baratas e não passam de R$ 8, mas não se empolgue: a tiquira é conhecida por seu sabor forte e alto teor alcoólico.

Não resisti e acabei levando uma garrafa para casa (R$ 10). Caminhando pelas lojinhas do centro comprei ainda um sabonete de argila para esfoliação da pele (R$ 5), 500 gramas de castanha de caju por R$ 11 e uma bandeja com 12 unidades do doce de espécie – doce de coco tradicional que parece um bombocado (R$ 15).

Ainda no centro, as barraquinhas de comida (que se espalham em qualquer direção para onde se ande) vendem coxinhas nada gourmetizadas que fogem do tradicional recheio de frango. Você encontra o salgado com recheio de camarão, caranguejo e carne de sol. A unidade sai por R$ 5 – não exagere na pimenta, para lá de picante.

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