Rodrigo Cavalheiro/Estadão
Rodrigo Cavalheiro/Estadão

Charme no caos ou a mais cativante das metrópoles orientais

À primeira vista, Hanói pode ser decepcionante. No bairro antigo, de ruas estreitas lotadas de motocicletas, as calçadas são tomadas por mesas e pequenos bancos onde vietnamitas comem e conversam em meio ao caos. Ainda assim, vale a pena dar uma segunda chance a Thanh Lon, ou Cidade do Dragão. Depois de um ou dois dias, já é possível ver charme onde antes só havia bagunça e entender por que Hanói é uma das cidades mais cativantes do Oriente.

HANÓI, O Estado de S.Paulo

23 Julho 2013 | 02h18

As ruas do bairro antigo pulsam com as pequenas lojas de comércio e restaurantes de rua. Fique atento aos pequenos templos e às casas antigas. Sinta os cheiros exóticos que vêm dos restaurantes e se aventure a provar as comidas extremamente baratas (por uma boa sopa, dê o equivalente a R$ 1 e espere o troco) servidas nas calçadas. Vendedores passam com seus típicos chapéus pontudos, equilibrando bandejas com um pedaço de bambu sobre os ombros. Em cada ponta, mercadorias que podem ser abacaxis, quitutes de rua ou bugigangas.

As motocicletas, que tomam cada centímetro das ruas de Hanói, a princípio parecem um problema. Depois de alguns dias, elas continuam um problema. Como muitas ruas não têm faixas e semáforos, atravessar pode parecer impossível. O jeito é mesmo se enfiar na multidão de motos e contar que todas vão parar. Os motociclistas não respeitam os sinais nem os poucos carros, mas andam devagar para equilibrar até quatro pessoas na carona ou mesmo um armário.

Espada e tartaruga. O Lago Hoan Kiem é o coração de Hanói. Aproveite para passar no Templo de Ngoc Son (ou montanha de jade). É, sim, um lugar para rezar e meditar, mas com algo a mais: em uma das salas, há uma tartaruga gigante embalsamada. Ela está ali por causa de uma antiga lenda. Os deuses teriam dado uma espada mágica ao imperador Ly Thai To - com a qual ele pôs um fim à invasão chinesa no Vietnã. Ao voltar vitorioso, o imperador encontrou uma tartaruga gigante, a quem devolveu a espada. Ela levou a arma para o fundo do lago, que foi chamado de Ho Hoan Kiem, algo como "o lago da espada devolvida".

Outra parada obrigatória é o complexo onde está o mausoléu de Ho Chi Minh. Um dos locais mais sagrados do país, guarda o corpo do maior herói nacional, considerado o libertador do povo vietnamita. Se seus desejos em vida eram ordens, sua última vontade, ser cremado, não foi atendida. O corpo foi embalsamado e virou motivo de peregrinação religiosa para vietnamitas e um espetáculo mórbido para os turistas. Fique atento às datas e horários de funcionamento do mausoléu, aberto das 8 às 11 horas da manhã e fechado às segundas e sextas-feiras. Anualmente, de setembro até o início de dezembro, o corpo é levado à Rússia para "manutenção". /A.P.

Mais conteúdo sobre:
Viagem Hanói Vietnã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.