Mônica Manir/Estadão
Mônica Manir/Estadão

Churrasco à moda da casa

Ou, como dizem os sul-africanos, "Nice day for a braai, boet!"

Mônica Manir/Cidade do Cabo, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2016 | 04h30

O passatempo preferido do sul-africano é preparar um braai, um churrasco. “Nice day for a braai, boet!”, dizem. Assim como normalmente acontece no Brasil, são os homens que encostam o umbigo na churrasqueira, enquanto as mulheres cuidam dos acompanhamentos. Na grelha eles enfileiram boerewors (salsichas frescas), sosaties (espetos feitos normalmente com cubos de carne de cordeiro, intercalados com cogumelos, cebolas e ameixas secas), pão de alho, costelinhas de porco, frango marinado. 

Aviso sobre o ritual porque vai que o convidam para um braai e você diz “não” por ignorar seu significado profundo para os sul-africanos. Se te chamarem para um chop’n dop, saiba que vai beber mais que comer nesse churrasco. Tudo bem, porque a quantidade de cervejas artesanais do país é grande e de boa qualidade. 

 Tem braai para comer na rua também. Uma boa dica é o churrasco coreano do Galbi, com grelhas no centro da mesa. Fica numa galeria da Long Street e, entre outros, serve um combinado safári interessante, com filés de avestruz, javali, zebra e kudu, uma espécie de antílope. Mais interessante fica se acompanhado do purê de batata rústico, feito com manteiga, ervas e alho. O preço convida. O safári, por exemplo, sai por 260 rands, algo como R$ 60, e dá para quatro pessoas sem sacrifício. 

Se quiser um braai mais requintado, vá ao Shortmarket Street, uma investida dos chefs Luke Dale-Roberts e Wesley Randles. É um lugar transado, decorado com um megapainel de borboletas do artista Mark Rautenbach, muita madeira e couro, e vasos de xaxim – inclusive no banheiro (o uso do xaxim não está proibido na África do Sul).  Provei um filé alto, ultramacio, regado com molho café com leite e acompanhado de erva-doce glaceada.

Poderia ter escolhido de acompanhamento batata frita em gordura de pato ou minichurros também de batata. Poderia ter escolhido como prato principal a porchetta ou o kingklip (peixe de carne branca), que alimentavam meus colegas de mesa. Ficaria deliciada com tudo, imagino, porque tudo parece ter uma pitada de arte. A média de preços é 200 rands por prato (R$ 49), um valor em conta pela qualidade da comida e do lugar. A Cidade do Cabo convida a engordar.

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